Sula Miranda grava DVD gospel com Naldo e Dona Ruth: "Não tinha artista, tinha adoradores"

Naldo Benny, Sula Miranda, Dona Ruth e Yudi em DVD. Foto: Rogério Fidalgo/AgNews
Naldo Benny, Sula Miranda, Dona Ruth e Yudi em DVD. Foto: Rogério Fidalgo/AgNews

Resumo da notícia:

  • Sula Miranda grava DVD gospel repleto de convidados

  • Em entrevista ao Yahoo, cantora abriu detalhes sobre o novo projeto

  • Ela ainda ressaltou o respeito dos familiares mesmo com vidas diferentes

Sula Miranda está na expectativa para lançar o primeiro DVD de sua carreira, que é marcado pelo repertório gospel e convidados especiais. "Juntos na Fé" reúne Naldo Benny, Bochecha, Yudi Tamashiro e Dona Ruth, mãe de Marília Mendonça, em gravação realizada numa igreja no Rio de Janeiro, com lançamento para o próximo dia 7 de outubro.

Em entrevista ao Yahoo, a cantora abre o coração sobre a produção do novo projeto e a escolha dos colaboradores. “Não tinha um DVD meu na minha história de carreira como cantora popular e apareceu essa oportunidade enquanto eu estava cuidando do meu repertório gospel”, relata a artista.

Por já trabalhar com a música gospel desde 2007, a irmã de Gretchen diz que a novidade não foi surpreendente para sua família. "Eles conhecem a minha fé e sabem que eu professo essa fé cristã, que eu sou praticante mesmo”, completa ao ressaltar que não tinha o objetivo de despontar como grande artista do gênero. "Mesmo quando eu decidi entrar na música gospel, foi com outro propósito [para Deus]. Não era de fazer uma carreira e ser reconhecida como um sucesso nesse estilo musical", acrescenta.

Escolha dos convidados

Sula conta que Bochecha já era um colega de igreja há muitos anos embora não tenham tido uma amizade próxima. "Já acompanhava a vida dele na fé e tive essa facilidade de estar morando no Rio e ele também frequenta a mesma igreja que eu no Rio, aí surgiu a ideia do convite”, afirma.

Já Naldo foi uma escolha a partir de lembranças por ter conhecido o artista durante uma viagem e ouvido testemunhos de Deus na vida do artista. “Em seguida, eu tive a oportunidade de estar com a esposa dele, a Ellen, e também ouvi o testemunho dela. Como eu queria pessoas que eu soubesse que tinha algum tipo de comunhão com Deus, que tiveram experiências, logo me veio o Naldo na mente”, explica.

Quanto ao convite para Yudi, Sula define como curioso por ter pensado primeiramente que ele não estaria de acordo com sua proposta. "Uma pessoa me falou: ‘Por que você não chama o Yudi?’ e eu falei que não tinha acesso a ele, é uma outra geração, outra maneira de viver", relata.

"Aí comecei a me interessar pela vida do Yudi, acompanhá-lo nas redes sociais e ver o quanto que ele está empenhado em evangelizar, levar a palavra de Deus, vi a história com a Mila e tive certeza que ele era a outra pessoa”, relata.

Todos os artistas envolvidos se colocaram na posição de servos para que o nome de Jesus cresça através das músicas. Ali não tinha artista, tinha adoradores"Sula Miranda

Dentre as quatro participações, Dona Ruth é, de fato, a mais surpreendente e Sula Miranda explica que pensou na mãe da eterna Rainha da Sofrência após quase fechar a colaboração com Joelma. “Dona Ruth foi o convite mais inusitado. Eu queria chamar uma mulher e já tinha tentado cantoras que eram da música popular brasileira e que eu via que professam uma fé cristã, mas, infelizmente, não consegui chegar até elas. Única que cheguei mais perto foi Joelma, mas ela estava com problema de saúde, agenda fora do Brasil, não foi possível”, conta.

Ela destaca como o retorno rápido de Ruth foi determinante para entender que o encontro deveria acontecer. “Me veio à mente a Dona Ruth. Imediatamente, eu tentei um contato, porque eu não tinha nenhum tipo de contato com ela. Aí veio a resposta muito rápida, imediata praticamente", declara. "Foi uma confirmação de que isso, dentro do que eu creio, é um propósito de Deus de estar nos unindo", completa.

Família

Questionada sobre a recepção da família Miranda a seu trabalho gospel, Sula pontua que todos se respeitam independente das diferenças. “Não foi uma regra colocada, mas é uma coisa de respeito mútuo. Cada um faz o que entende e o que é melhor para si, tanto na vida profissional quanto na vida pessoal", diz.

"Temos quase que um pacto não falado de que ‘você tem sua escolha e segue sua vida, eu tenho as minhas e sigo a minha vida’. Exatamente isso com todo nós. Nos respeitamos. Discordamos em vários pontos de escolhas, mas não interferimos um na vida do outro”, conclui.