Sul-coreana Sae Eun Park é a nova bailarina estrela da Ópera de Paris

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Sae Eun Park em foto de 4 de setembro de 2019

Sae Eun Park, de 31 anos, foi nomeada bailarina estrela do Balé da Ópera de Paris na noite desta quinta-feira (10), tornando-se a primeira sul-coreana a obter o título da prestigiosa companhia.

"Por sugestão de Aurélie Dupont, diretora de dança, tenho o imenso prazer de nomear Sae Eun Park bailarina estrela", anunciou o diretor-geral da Ópera, Alexander Neef, ao final de uma apresentação do balé "Romeu e Julieta".

"Todos tivemos o prazer de ver esta noite uma bailarina magnífica, que nos mostrou o alcance do seu talento", declarou antes do anúncio, recebido com ovação pelo público na Ópera Bastille.

Park interpretou Julieta ao lado de Paul Marque, nomeado bailarino estrela em dezembro.

A coreana é conhecida pela elegência de sua técnica e a fluidez com que dança. Em 2017, ela foi eleita "bailarina principal", status que antecede o título de bailarina estrela.

Ela nasceu em Seul em dezembro de 1989 e foi contratada há apenas dez anos para o corpo de baile da Ópera. Em seu país ela já era solista.

"Com o Korean National Ballet era solista e dançava os papéis principais", declarou a bailarina em uma entrevista à AFP em 2019. "Quando entrei na Ópera, tinha um contrato temporário e estava sempre nos bastidores, mas aprendi muito".

Aos 17 anos, esta filha de uma pianista e um funcionário da Samsung ganhou o Grande Prêmio de Lausanne e foi medalha de ouro em Varna, dois prêmios importantes do mundo do balé.

Ela descobriu o estilo francês durante um curso oferecido por um ex-bailarino coreano da Ópera. "Foi uma revelação", contou.

Diferentes estilos são associados aos países ocidentais ou à Rússia, mas não existe uma escola asiática propriamente dita. Sae Eun Park formou-se em Seul, onde nasceu, com bailarinos russos, segundo o estilo Vaganova.

"Vaganova se concentra mais na parte superior do corpo. Com o estilo francês, que se baseia mais no trabalho dos pés, adquiri a técnica de uma forma mais natural", acrescentou.

A bailarina lembra de um conselho dado por uma antiga professora russa: "Ela me disse, 'Não esqueça que apesar das diferenças de estilo, o importante é que o que você expressa do seu interior'".

Agora, ela faz parte do seleto grupo de estrangeiras agraciadas com o título de bailarina estrela, como a latino-americana Ludmila Pagliero.

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