'Stranger Things': 5 provas que a nova temporada apostou no empoderamento feminino

(Imagem: divulgação Netflix)

A nova temporada de ‘Stranger Things’ fez questão de mostrar que os irmãos Duffer, criadores da série, estão atentos às discussões sobre empoderamento feminino.

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A atração sempre teve boas personagens, como Eleven (Millie Bobby Brown), Joyce (Winona Ryder) e Nancy (Natalia Dyer), mas os episódios liberados na semana passada aumentaram o protagonismo de Max (Sadie Sink) e até mesmo da irmã mais nova de Lucas, Erica (Priah Fergunson). Além disso, o elenco ganhou o reforço de Maya Hawke como a carismática Robin, um dos destaques da temporada.

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Analisamos abaixo alguns dos aspectos que mostraram que 1985 foi mesmo o ano das mulheres em Hawkins.

União entre as personagens femininas

Sororidade. O conceito de união entre mulheres baseado em companheirismo e empatia que leva esse nome foi representado principalmente pela forma com que a amizade entre Eleven e Max floresce na terceira tempora de ‘Stranger Things’. Além de apresentar os gibis da Mulher-Maravilha, a garota ruiva ajuda a amiga a entender que ela pode ser livre para exercer sua personalidade sem ser refém das opiniões do pai adotivo, Hopper (David Harbour), ou do namorado, Mike (Finn Wolfhard).

Outro momento claramente feito para mostrar uma mulher apoiando a outra foi num tocante diálogo entre Karen Wheeler (Cara Buono) e sua filha Nancy, sobre a pressão de ter que viver num mundo onde suas vozes nunca são levadas a sério.

Sátira ao machismo

Durante os novos episódios Nancy é vista diversas vezes tendo que lidar com o machismo indisfarçável que paira na redação de jornal onde trabalha. Ela é alvo de piadas grosseiras e comentários inadequados e a série usa tudo isso num tom exagerado, justamente para mostrar o ridículo desse tipo de comportamento.

O destino daqueles homens que tanto pesaram em Nancy é cruel, e o fato de ninguém do público achar que eles mereciam sorte melhor é bastante significativo.

Maya Hawke como Robin em 'Stranger Things' (Imagem: divulgação Netflix)

Diversidade sexual

Ao introduzir seu primeiro personagem abertamente gay na série, ‘Stranger Things’ mostrou que nenhuma de suas mulheres é igual às outras, dando espaço para cada uma ter suas características respeitadas.

A cena em que Robin revela ser lésbica é importante também pela reação de Steve (Joe Kerry): mesmo sendo rejeitado pela garota para quem se declarava, ele leva as coisas com elegância e num clima amigável. Como teria que acontecer também na vida real.

Uma diretora na equipe

Todo o discurso que ‘Stranger Things’ traz na tela sobre valorizar as mulheres precisa também ser traduzido em ações por trás das câmeras. Sabendo disso, os irmãos Duffer abiram espaço para uma diretora comandar dois dos oito episódios da nova temporada. A alemã Uta Briesewitz assina os capítulos cinco e seis.

Antes dela, apenas um episódio da segunda temporada tinha sido dirigido por uma mulher, e nenhum na primeira.

Heróis e heroínas em pé de igualdade

Ao colocar personagens masculinos e femininos com importância parecida para salvar a cidade de Hawkins das ameaças do mundo invertido, ‘Stranger Things’ aponta para um caminho em que homens e mulheres podem ser líderes na mesma proporção e enfrentar juntos qualquer obstáculo. A série pode até ter como cenário o passado, mas a importância da discussão segue atual como nunca.