Space Jam: Um Novo Legado e a dificuldade de largar da nostalgia, de novo

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Space Jam: Um Novo Legado é a sequência do famoso filme da década de 1990 que une Michael Jordan e os Looney Tunes. Sai Jordan entra LeBron James, permanece os Looney Tunes agora acompanhados por todas as franquias possíveis da Warner Bros.. Game of Thrones, Mad Max, Matrix, DC Comics, Hanna Barbera, King Kong - e muitos outros espalhados pelas telas dentro do mundo criado para este novo filme, que serve tanto como propaganda como introdução ao portfólio do estúdio.

E no meio dessa mistura o que acontece é uma readaptação de tudo que o primeiro filme foi, só que com a cara da geração obcecada por feed infinitos, referências a todo instante e excesso de informação sem contexto. Desde a primeira cena, Um Novo Legado não se preocupa em criar uma relação entre os personagens que vá além de uma ou duas frases. 

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O pai (LeBron) força o filho a levar o basquete a sério enquanto o jovem quer criar videogames. O embate deles dois vai é transportado para um game real, criado pela Warner, onde todas as franquias se encontram para decidir se eles farão as pazes ou não.

Ainda que tenha um contexto diferente do filme original, a essência não está tão distante. A motivação é rasa, pois há uma intenção clara aqui: usar um astro do basquete ao lado de grandes personagens para promover o estúdio. Na época de Jordan, a NBA, a Nike e os próprios amigos do Pernalonga eram o foco, aqui a ideia é focar no que há de mais forte nos anos 2000 em diante. E em nenhum momento o filme esconde isso, pois não faz questão alguma de relembrar do primeiro longa além de uma ou outra referência. O intuito é a nova geração, e isso pode doer nos mais saudosistas como este que vos escreve.

A primeira hora de Space Jam 2 é difícil, enfadonha e piora quando você, nostálgico como eu, percebe que o filme não é para ti. É para molecada, para uma geração mergulhada na estética de jogos como Fornite (LeBron inclusive ganhou skin no game) e Rocket League, e que ainda não conhecem a fundo o astro em questão ou mesmo as marcas ali mostradas. Da plateia sem expressão até as adições sem contexto algum de franquias, Um Novo Legado segue a risca oa velocidade que os feeds das redes sociais perpetuam atualmente. Não dá pra dizer, porém, que todo o segmento 2D do filme não é divertido, já replica exatamente o sentimento dos Looney Tunes clássicos. A parte em 3D, porém, deixa a desejar. Ou talvez seja só meu saudosismo falando mais alto mesmo e seja hora de largar da nostalgia para entender que nem sempre ela é produto para uma história.

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*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

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