'Soul' volta a dar à Pixar um Oscar de melhor filme de animação

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Pete Docter, codiretor de "Soul", filme da Pixar ganhador do Oscar de melhor filme de animação

"Soul", uma comédia dramática da Pixar sobre o significado da vida, ganhou neste domingo (25) o Oscar de melhor filme de animação.

O filme superou "Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica", "A Caminho da Lua", "Shaun, o Carneiro: O Filme - A Fazenda Contra-Ataca" e "Wolfwalkers".

Trata-se do 23º longa-metragem e a mais recente produção original da Pixar, casa da franquia superpopular "Toy Story", assim como de filmes premiados como "Ratatouille", "WALL-E" e "Os Incríveis".

Também é o primeiro filme da Pixar com um protagonista negro.

"Não tínhamos nem ideia do que o jazz podia nos ensinar sobre a vida. Assim como um músico de jazz, podemos transformar qualquer coisa que aconteça em algo de valor e algo de beleza", disse um dos diretores de "Soul", Pete Docter, ao receber o Oscar de melhor filme de animação.

"Soul" conta a história de Joe Gardner, um humilde professor de música do ensino médio em Nova York que quer ser um pianista de jazz.

Depois de conseguir tocar em um show que poderia ser sua grande chance, Joe - dublado pelo ator oscarizado Jamie Foxx - sofre uma grave queda e se vê preso entre a Terra e o além.

Depois, termina por engano no "Grande Antes", um mundo onde as almas não nascidas se preparam para a vida e obtêm seus traços de personalidade, bons e ruins, antes de ganhar um corpo humano.

Este universo abstrato, imaginado pelo lendário criador da Pixar Pete Docter, roteirista e diretor dos premiados com o Oscar "Up: uma aventura nas alturas" e "Intensa-mente", explora as profundidades da condição humana: nascemos com um propósito? A vida tem sentido? Precisamos encontrar esse significado?

O filme alterna entre as muito realistas ruas de Nova York e o universo fantástico do "Grande Antes".

Pixar, pioneira tanto no tema quanto no formato de filmes de animação, volta ao tema da morte, como fez com "Up: uma aventura nas alturas" e novamente com "Viva - A vida é uma festa".

"Soul" também pega emprestados elementos de "Intensa-mente", filme de 2015 que analisa o funcionamento da mente de uma menina introvertida.

Docter disse à publicação Deadline no começo deste ano que "Soul" é "uma pesquisa sobre o que realmente está acontecendo na vida e como se supõe que devemos viver".

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