"Sou médico, não juiz", diz Drauzio Varella após abraço em presa trans

Bárbara Saryne
·2 minuto de leitura
Foto: Reprodução/Globo
Foto: Reprodução/Globo

Drauzio Varella se pronunciou em suas redes sociais após a repercussão de uma entrevista com a detenta transexual Suzy Oliveira. A reportagem exibida no ‘Fantástico’ do domingo passado mostrou o médico abraçando a presa que não recebia visitas.

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Muitos se comoveram com a história de Suzy e enviaram cartas ao longo da semana, mas o assunto mudou o tom após o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) divulgar documentos judiciais que apontam que Suzy foi condenada pelo homicídio de uma criança de nove anos de idade.

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Drauzio Varella, então, publicou uma nota lembrando que trabalha como voluntário em presídios há mais de 30 anos e não pergunta o crime que seus pacientes cometeram.

“Em todos os lugares em que pratico a Medicina, seja no meu consultório ou nas penitenciárias, não pergunto sobre o que meus pacientes possam ter feito de errado. Sigo essa conduta para que meu julgamento pessoal não me impeça de cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico", afirmou.

Segundo ele, o princípio é o mesmo na televisão. "No caso da reportagem veiculada pelo Fantástico na semana passada (1º/3), não perguntei nada a respeito dos delitos cometidos pelas entrevistadas. Sou médico, não juiz”, disparou.

O ‘Fantástico’ deste domingo (8) leu o comunicado publicado por Drauzio Varella e apoiou o médico. “O quadro do Dr. Drauzio Varella foi sobre uma situação que o Estado brasileiro precisa enfrentar: mulheres trans cumprem as penas pelos crimes que cometeram em meio a presos homens, o que gera toda sorte de problemas. O crime das entrevistadas não foi mencionado, porque este não era o objetivo da reportagem”, disse Poliana Abritta, que leu a postagem do médico logo na sequência.