Sotheby's vai leiloar coleção de arte de Macklowe avaliada em US$ 600 milhões

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Fotografia, cortesia da Sotheby's, da obra de Mark Rothko, "No. 7", parte da Coleção Macklowe (AFP/HANDOUT)

A casa de leilões Sotheby's adquiriu os direitos de venda da coleção de arte Macklowe, avaliada em mais de 600 milhões dólares, anunciou a casa de leilões nesta quinta-feira (8).

A coleção, que apresenta obras de Pablo Picasso, Andy Warhol e Mark Rothko, foi o assunto de uma acirrada disputa legal após o divórcio entre o investidor imobiliário Harry Macklowe e sua ex-esposa Linda.

A casa de leilões competia para vender as 65 obras descritas pela Sotheby's como a "coleção mais significativa de arte contemporânea e moderna que já surgiu no mercado".

A Sotheby's realizará leilões que ocorrerão em novembro deste ano e maio de 2022, por um preço de 600 milhões de dólares, o mais alto de uma coleção colocada à venda.

As obras mais valiosas são as esculturas "Le Nez (O Nariz)" de Alberto Giacometti, finalizadas em 1964, e a obra abstrata "No. 7" de Rothko, de 1951, que vão à venda com um preço de 70 milhões de dólares cada.

Outros trabalhos incluem a tela de Warhol "Nine Marilyns" (1962), que a Sotheby's avaliou entre US$ 40 milhões e US$ 60 milhões, e "Untitled" de Cy Twombly de 2007, com a mesma estimativa de preço.

A obra "Seestück" (1975), de Gerhard Richter foi, avaliada entre 25 e 35 milhões, enquanto a obra "Figura (Projeto de monumento a Guillaume Apollinaire)", de Picasso, é estimada em 20 milhões.

Duas obras de Willem de Koonings também serão vendidas: "Untitled XXXIII" de 1977 e "Untitled IV" de 1983, que ele espera vender por US$ 18 milhões e US$ 15 milhões, respectivamente.

"A Coleção de Macklowe atua em sua própria liga como a maior coleção de arte moderna e contemporânea a chegar ao mercado", disse o presidente da Sotheby's, Charles Stewart.

“Sem dúvida, atrairá grandes colecionadores de todo o mundo e a venda fará história como um dos marcos que definirão o mercado de arte e a história da Sotheby's nos últimos 277 anos”, acrescentou.

Durante o processo de divórcio, os Macklowe não conseguiram chegar a um acordo sobre o valor da enorme coleção. Um juiz de Nova York decidiu em 2018 que eles teriam que vender todas as 65 obras e dividir o dinheiro. A venda foi atrasada pela pandemia do coronavírus.

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