Sorridente, Anderson Leonardo, do Molejo, inicia tratamento de câncer: 'Vamos à cura'

O cantor Anderson Leonardo, de 50 anos, vocalista do grupo de pagode Molejo, anunciou nas redes sociais que iniciou o tratamento de câncer. Ele foi diagnosticado com tumor primário oculto no dia 13 de outubro.

"Vamos começar o tratamento, graças a Deus, na paz de Deus. Vamos à cura", disse ele, confiante e sorrindo nos stories.

A notícia da doença foi divulgada pela equipe do cantor há cerca de duas semanas.

"Aos amigos, fãs e contratantes informamos que nosso cantor Anderson Leonardo após uma bateria de exames foi diagnosticado com tumor primário oculto (câncer), o mesmo já está em tratamento e esclarece que todos os compromissos e agenda com o Grupo Molejo serão mantidos", dizia a nota.

"Anderson Leonardo conta com apoio e orações de todos e reitera que espera vocês nos shows levando toda irreverência e alegria como sempre fez nesses 35 anos de carreira, quaisquer novidades sobre seu quadro informaremos por aqui."

A Sociedade Americana de Câncer (ACS, na sigla em inglês) define o tumor primário oculto quando células de quase qualquer parte do corpo tem um crescimento fora de controle e se espalham, mas sem indicar onde o câncer começou. Como o câncer normalmente se espalha a partir de seu local primário para um ou mais locais metastáticos, cada tipo é nomeado com base na parte do corpo onde surgiu, mesmo que a doença tenha se espalhado para outras áreas. Por exemplo, um câncer de pulmão que se espalha para o fígado ainda é classificado como câncer de pulmão, e não como câncer de fígado.

Com isso, no caso do artista, não está claro onde o câncer começou.

"Quando o câncer é encontrado em um ou mais locais metastáticos, mas o local primário não pode ser determinado, é chamado de câncer de primário desconhecido ou câncer primário oculto. Isso acontece em uma pequena porção de cânceres", explica a ACS.

"Outros testes podem eventualmente encontrar o local primário de alguns desses cânceres. Quando isso acontece, eles deixam de ser considerados um câncer de origem desconhecida e passam a ser renomeados e tratados de acordo com o local de origem".

Ao examinar as células cancerosas pela primeira vez ao microscópio, os médicos geralmente classificam um câncer de primário desconhecido em 1 de 5 categorias amplas. Muitos desses cânceres podem ser melhor classificados posteriormente, após testes mais extensos em laboratório.

A principal razão para procurar o local primário é orientar o tratamento. Como um câncer que começa em um lugar precisa dos mesmos tratamentos quando se espalha, saber onde o câncer começou diz ao médico quais tratamentos ele deve usar — o que ajuda a adotar uma quimioterapia específica ou uso de medicamentos hormonais.

É possível que a origem de um câncer nunca seja determinada, mas o tratamento ainda pode ser bem-sucedido pois a aparência das células cancerígenas ao microscópio, os resultados dos testes de laboratório e as informações sobre quais órgãos já foram afetados podem ajudar os médicos a prever que medidas podem ser úteis.

Quando os tipos de câncer que respondem melhor ao tratamento são descartados por testes, geralmente se torna menos importante encontrar a origem exata ou o tipo de câncer.