'Somos um país de moderados', diz Dinho Ouro Preto no Rock in Rio

JÚLIA BARBON
RIO DE JANEIRO, RJ, 03.10.2019 – EVENTO-ROCK IN RIO: Show do Capital Inicial, no palco Mundo, durante o quarto dia do festival musical Rock in Rio 2019, no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (3). (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Para Dinho Ouro Preto, Legião Urbana é a melhor banda de rock brasileira e "Tempo Perdido", "um dos momentos mais inspirados" de Renato Russo. E fez questão de deixar isso claro à plateia em seu quinto Rock in Rio, abrindo o palco principal nesta quinta (3).

Sob sua voz, Capital Inicial incluiu essa e outra canção do compositor também brasiliense em seu repertório, "Fátima". O baterista Fê Lemos comemorou, afinal as duas bandas nasceram da mesma Aborto Elétrico, da qual ele fazia parte.

Junto a essas, Capital acumulou vários hits dos quase 40 anos de carreira em uma hora de show. Tocaram, quase em seguida, "Tudo que Vai", "Primeiros Erros", "Não Olhe Para Trás", "À sua Maneira" e um solo do guitarrista Loro Jones em "Natasha".

Terminaram com "Que país é esse", o que suscitou os gritos (frequentes no festival) de "Ei, Bolsonaro, vai tomar no cu". O vocalista respondeu com um pequeno discurso. "Quem assiste o debate deles acha que somos um país de extremistas, mas na verdade somos um país de moderados. Ninguém tem sangue nos olhos e faca nos dentes", falou.

A banda, aliás, se comunicou a toda hora com o público, que correspondia a cada pedido de palmas, pulos e mãos balançando no ar. Extasiado, Dinho sorria: "Adrenalina bombando aqui no meu sangue", disse. A apresentação terminou em selfie ao som de um grito coletivo de "do caralho!".

Além desta edição, Capital Inicial participou do Rock in Rio em 1991, 2001, 2011 e no último evento, em 2017.

Ainda passam pelo mesmo palco os americanos do Panic! at the Disco e do Red Hot Chilli Peppers, principais atrações da noite.