Solange Frazão aponta vulgarização da nudez: 'Mais nós seremos desvalorizadas'

Capa da Playboy e da Sexy na década de 1990, a apresentadora e musa fitness Solange Frazão lamenta o que chama de vulgarização em torno da nudez nos últimos anos. Ela não abomina o uso de plataformas como o Onlyfans, por exemplo, onde pessoas cobram assinaturas por conteúdos privados, mas teme que essas e outras ferramentas acabem desmoralizando as mulheres.

"Existe uma coisa que eu acredito que seja profissional, bacana, e tem uma coisa que eu acho que não é profissional e nem bacana, que se vulgarizou e se perdeu. Quanto mais as mulheres fazem disso algo tão simples e fácil, né, mais nós seremos desvalorizadas", critica a musa, convidada do Yahoo Entrevista divulgado nesta semana.

Solange estampou a Playboy na 282ª edição da revista, publicada em 1999. Na Sexy, sua capa foi veiculada em 2000, a nº 251. Eram outros tempos. Não havia smartphones nem redes sociais ou aplicativos de mensagens para troca de fotos instantâneas. Agora tem.

"Quando eu fui convidada para fazer a revista foi um momento especial. O meu ensaio foi lindo. Antigamente — engraçado — até a nudez era diferente", pontua a apresentadora. "Porque antes, aparecer, por exemplo, a gente sem a blusa… Nossa, era uma coisa assim… Era a coisa mais linda do mundo. Agora todo mundo está por aí, né. O nudes! (...) Eu sei que está tudo muito solto. Por exemplo, as músicas, né. Elas são todas insinuantes e eu sou dos tempos mais antigos", acrescenta.

Elegância de outro tempo

Solange está com 59 anos, idade que surpreende pela aparência rejuvenescida que mantém. Mas ela não se aproveita disso para diminuir o número. Ao longo da entrevista, a apresentadora reforçou que preza por uma postura que julga ser mais adequada à sua faixa etária.

"No meu caso, eu já tenho um certo cuidado, um certo senso de me cuidar. É da minha natureza ter elegância em tudo que eu faço. Eu posso estar de maiô, de biquíni, mas eu estou elegante", frisa. "Eu posso até colocar um cropped em cima, mas aí eu não vou por um shorts embaixo. Então, eu ponho o cropped, mas eu ponho uma calça elegante, né? Às vezes, a mulher tem 60, quer parecer que tem 30 e faz umas coisas que não ficam legais", avalia.

Apesar da crítica, ela defende que todo mundo use o que quiser, sem deixar de recomendar "um pouquinho de cuidado".

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