O SnyderCut é a redenção de Zack Snyder com a Liga da Justiça

Thiago Romariz
·2 minuto de leitura
SnyderCut. Foto: Divulgação
SnyderCut. Foto: Divulgação

A Liga da Justiça de Zack Snyder carrega consigo mais que a história de heróis. Ele é a culminação de uma campanha deu fãs em prol do diretor, hoje um dos símbolos da cultura pop pela forma como incita discussões e, no fim das contas, promover amor e ódio entre apaixonados por quadrinhos. A versão de quatro horas é tudo que, principalmente, os fãs de Snyder queriam. Um exagero de maneirismos visuais, como esperado, mas que supera as expectativas e extrapola a bolha do admirador do diretor por um simples motivo: é uma história bem contada.

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Em suma, os filmes de Snyder se apoiam no estilo marcante e narrativa visual. A proposta de abordar os heróis da DC como deuses quebrados e afastados da humanidade nunca emplacou com força no cinema. Desde Homem de Aço, Snyder sofre com narrativas arrastadas, mudanças de essência no personagem sem coesão de história. Em Liga da Justiça isso some, talvez pela duração extraordinária, que faz com que o cineasta apresenta uma boa composição de atos, combinando isso perfeitamente com o clímax sugerido desde Batman vs Superman.

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Com total liberdade, Snyder exagera na estética publicitária para apresentar novos heróis como Aquaman e Flash, mas mostra controle da narrativa ao usar Ciborgue para conectar a história dos heróis com os vilões. A partir de Victor Stone, o filme mostra que a ideia aqui é discutir sobre a solidão e legado dos deuses, sem se importar com a humanidade. Ainda que afaste Batman e Mulher-Maravilha da narrativa principal, o roteiro expõe as motivações dos outros para que, no segundo ato, a união da Liga se torne plausível e gere uma conexão genuína entre o grupo.

Diferente do que fez em outros trabalhos, Snyder consegue compor o terceiro ato com unidade entre narrativa, mensagem e ação. Seja pelo tempo ou pela expectativa criada, o SnyderCut faz justiça ao apresentar uma versão coesa dos arcos iniciados em Homem de Aço. 

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E, curiosamente, é no terceiro ato dessa trilogia que o próprio Snyder se encontra como autor. Antes confuso entre imagens e mensagem mal transmitidas, aqui o diretor alcança redenção.

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*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.