Silvero Pereira diz que José Loreto sofre por interpretar homofóbico em "Pantanal"

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Zaquiei em "Pantanal" (Reprodução Globo)

Zaquieu (Silvero Pereira) chegará ao Pantanal pela primeira vez quando sua patroa, Mariana (Selma Egrei), decidir visitar a fazenda de José Leôncio (Marcos Palmeira). O personagem sofrerá cenas fortes de preconceito e homofobia, especialmente de Tadeu (José Loreto), filho de Leôncio que não aceita ninguém minimamente diferente dele e dos peões com os quais cresceu.

Em entrevista ao Gshow, Silvero explica que José Loreto tem dificuldade de gravar as cenas nas quais Tadeu escancara sua homofobia, mas que ver isso na TV é importante para conscientizar o público. "O Zé Loreto sofre demais com isso quando temos que gravar. Ele argumenta que o Tadeu é um cara muito bacana, e questiona o porquê dele agir dessa forma. Mas é muito importante que aquele personagem exista, porque essas pessoas existem na vida real e estão presente do nosso lado. A gente, que faz parte da comunidade LGBTQIA+, compreende essas micro-violências o tempo inteiro", afirmou.

De acordo com Silvero, Tadeu será ensinado por outros personagens da trama. "Em termos de dramaturgia, acho bacana que esse personagem, no início, pratique essa violência, mas, depois, seja reeducado".

O ator falou sobre a importância do orgulho na comunidade queer, e explicou que aceitou o papel de Zaquieu exatamente para trazer o assunto para as novas gerações. “Trinta anos depois, quero, com o meu Zaquieu, causar uma outra sensação às novas gerações. Quero que as pessoas que assistam passem a ter orgulho de quem são de verdade”.

Carta de despedida

O personagem Zaquieu, interpretado por Silvero Pereira, irá para o Pantanal para fazer companhia à patroa, Mariana (Selma Egrei). O mordomo, entretanto, sentirá o choque de realidade ao chegar na fazenda de José Leôncio (Marcos Palmeira) e ser recebido com preconceito e homofobia por Tadeu (José Loreto) e outros peões.

Ao chegar no bioma, Zaquieu abordará os peões e será atacado por Tadeu. "Só queria saber se há algo com o que eu deva me preocupar?", questiona o mordomo. "Emperiquitado desse jeito o maior perigo é de um pavão ficar com ciúme! As cobras aqui são um perigo. Até pra quem gosta!", debocha Tadeu.

Revoltado com a homofobia e o conservadorismo, Zaquieu fará as malas para o Rio de Janeiro e deixará uma carta para Mariana. "Este lugar é maravilhoso, de fato, mas eu não posso dizer que foi um paraíso para mim. Eu esperava enfrentar alguma resistência, mas, confesso, que não esperava causar tamanho desconforto pelo simples fato de ser quem eu sou. Eu passei a vida inteira sendo motivo de chacota: alvo das piadas de mau gosto, dos apelidos, das gozações. Eu sou uma pessoa, não uma piada".

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