Shot de imunidade: para quê serve?

·2 min de leitura

Combinações como limão, cúrcuma e própolis ou cúrcuma, laranja, cenoura e pimenta-do-reino são algumas das receitas que circulam pela internet sob o nome de shot de imunidade, espécie de suco concentrado para ser tomado em pequena quantidade que blindaria o sistema imunológico. Mas será que elas funcionam?

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“Alimentação saudável, atividade física e horas adequadas de sono são o que você precisa para ter um sistema imunológico eficiente”, afirma a médica Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Sociedade Europeia de Endocrinologia (SEE).

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Segundo Maria Fernanda, combinações como as citadas no início deste texto carecem de estudos que comprovem sua eficiência. “Tenho pacientes com diabetes que me perguntam se podem tomar chá de pata de vaca [erva que traria benefícios para quem tem a doença], digo que mal não vai fazer, desde que não deixam de fazer o tratamento prescrito pelo médico.”

Medicina chinesa

A especialista reconhece que há ingredientes em algumas das receitas de shot de imunidade que são de sabido valor para a saúde. “A cúrcuma, por exemplo, é a base de um medicamento muito usado por médicos ortopedistas por sua propriedade anti-inflamatória. A medicina chinesa propaga os benefícios do gengibre, que aumenta a disposição das pessoas. A questão é que não há dados científicos sobre a quantidade necessária para ingerir e se beneficiar dessas matérias-primas”, diz Maria Fernanda.

Para a médica, o problema é a pessoa apostar todas as fichas da sua saúde nessas receitas e esquecer – ou negligenciar – em tempos de pandemia cuidados como o distanciamento social e o uso de máscara. “Não dá para tomar um shot de imunidade e sair por aí esquecendo de se proteger do coronavírus”, fala Maria Fernanda.

Vitamina D e imunidade

Preocupado com a imunidade, de acordo com a endocrinologista, além de buscar cuidar melhor dos três pilares que ela já destacou – alimentação, exercícios e sono –, vale verificar como anda seu nível de vitamina D.

A substância é, na verdade, um hormônio produzido pelo próprio corpo, sendo que a principal forma de ativá-la é por meio da exposição solar. “Para um nível adequado, é preciso tomar sol por 30 minutos diários, sem protetor solar, o que a grande maioria das pessoas não consegue fazer”, explica Maria Fernanda.

O jeito, então, é fazer reposição via oral. Para saber se você precisa ou não repor a substância, é necessário realizar um exame de sangue para que um médico possa avaliar seu nível de vitamina D e, no caso de necessidade de reposição, como fazê-la.

Muita conhecida por ter importância na saúde dos ossos, o hormônio ainda tem papel essencial no crescimento, nos sistemas imunológico e cardiovascular, nos músculos e na insulina. “A relação entre um sistema imune eficiente e a vitamina D já está estabelecida cientificamente”, finaliza Maria Fernanda.

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