Sexo tântrico é bom, mas pode resultar em abuso. Saiba mais sobre a prática

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Provavelmente você já ouviu em algum momento da vida sobre o sexo tântrico. A antiga prática hindu existe há mais de cinco mil anos e combina mantras, meditação, ioga e rituais que têm como objetivo prolongar o prazer sexual e aumentar a conexão entre os casais.

Devido a complexidade do tema, muito levam meses ou até anos para aprender e em muitos casos, é preciso contar com a ajuda de um guru/professor para alcançar o conhecimento máximo. Os benefícios vão além da cama e a prática gera bem estar que interfere em diversas áreas de nossas vidas.

E aí você se pergunta: mas como isso pode dar errado? Estima-se que várias pessoas possam ser vítimas de abuso com seus professores, que ao ensinarem em caráter íntimo podem acabar realizando ações manipuladoras sem que o aluno note.

Os abusos são cada vez mais frequentes e por serem sutis, uma vez que os alunos optam por vontade própria pelo ensinamento sexual, acabam não sendo denunciados. “O abuso tântrico vem em muitas formas e aspectos. Casos extremos abrangem abuso sexual, físico, emocional e espiritual. O último pode ser complicado de identificar, mas qualquer indício de que você está sendo vítima de abuso é um sinal de alerta”, diz o especialista tântrico Luka Tremback.

Uma alternativa para se livrar desse tipo de situação é não aceitar ofertas de sexo dos gurus. Alguns costumam oferecer aulas grátis com a intenção de manipular seus alunos. “Se um professor diz que você precisa trabalhar as técnicas sozinho e que eles apenas ajudarão no processo, é um bom sinal. Qualquer um que diga: ‘eu posso te curar’ ou ‘siga algumas etapas e será sexualmente sábio’, provavelmente está com intenção de se aproveitar de você”, afirma Tremback.

Alguns conselhos úteis são: conversar com diversas pessoas que estejam familiarizadas com a prática, se informar sobre os gurus antes de procurá-los e tirar todas as dúvidas antes de começar o aprendizado. Todo cuidado é pouco…