Sete variantes do coronavírus são encontradas em pacientes com Covid-19 no Sergipe

Redação Notícias
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In this photo released by Xinhua News Agency, Yang Hongke checks on test samples at a testing lab of KingMed Diagnostics Group Co., Ltd. in Shijiazhuang in northern China's Hebei Province on Saturday, Jan. 9, 2021. Chinese health authorities say scores more people have tested positive for coronavirus in Hebei province bordering on the capital Beijing. The outbreak focused on the Hebei cities of Shijiazhuang and Xingtai is one of China's most serious in recent months and comes amid measures to curb the further spread during next month's Lunar New Year holiday. (Mu Yu/Xinhua via AP)
A descoberta pode auxiliar a entender os casos de reinfecção da doença, que podem ocorrer mais de uma vez no mesmo paciente (Foto: Mu Yu/Xinhua via AP)

O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) informou na quinta-feira (28) que sete variantes do novo coronavírus foram encontradas em 67 de pacientes infectados pela Covid-19 no estado. As amostras analisadas são de pacientes que vivem em 11 municípios sergipanos.

De acordo com o G1, as amostras foram analisadas pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) no Rio de Janeiro e o procedimento foi realizado em materiais que apresentaram alta carga viral da Covid-19. Segundo a fundação, as novas variantes “não possuem relação com as encontras no Amazonas, Reino Unido ou África do Sul”.

“Essas cepas, essas linhagens, que são a mesma coisa, de todas que estão circulando no país inteiro, sete nós conseguimos identificar, dentre elas uma que ainda não estava circulando no estado. Não significa que são só essas sete, nós continuaremos na vigilância genômica orientada tanto pelo Ministério da Saúde, quanto pela Fiocruz”, afirmou o superintendente Cliomar Alves.

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A descoberta pode auxiliar a entender os casos de reinfecção da doença — que podem ocorrer mais de uma vez no mesmo paciente —, segundo o superintendente.

“Esses resultados, esses dados, saber quais linhagens estão circulando nos reforça essa vigilância genômica, essa importância, e a vigilância epidemiológica, para gente entender que uma linhagem pode causar uma infecção e, após três meses, que é quando o organismo não tem mais anticorpos neutralizantes, o organismo está pronto para se infectar de novo, porque a gente vem vendo que a infecção pelo coronavírus por si só não causa aquela imunidade a longo prazo”.

Segundo o G1, as amostras com alta carga viral do coronavírus vão continuar sendo enviadas à Fiocruz para a identificação possíveis novas linhagens da doença.

“Nós continuamos mandando amostras de pacientes com suspeita de reinfecção para fazer a análise e saber quais linhagens estão circulando e qual o comportamento de circulação de infecção e agravamento dos pacientes”, informou Cliomar.

Nova cepa coronavíruis

No começo deste mês, pesquisas da FioCruz Amazônia indicam que a nova variante do novo coronavírus encontrada em pacientes japoneses tem origem no estado do Amazonas. As mutações inéditas do vírus criaram o que deve ser uma nova linhagem brasileira.

Nesta semana, o estado de São Paulo confirmou três casos de Covid-19 relacionados à nova variante do coronavírus Sars-CoV-2 oriunda do Amazonas, conhecida como P.1.

O Japão foi o primeiro a identificar a nova variante em viajantes que retornavam de uma passagem pelo Amazonas. A detecção foi notificada em 10 de janeiro.

As mutações (principalmente na região da proteína S, que se liga às células humanas para invadi-las) presentes na variante P.1 a tornam semelhante às variantes encontradas no Reino Unido e na África do Sul, o que levanta a possibilidade de um maior potencial de transmissão do vírus e um potencial aumento no número de mortes.