Sesc Pompeia está entre 25 obras-primas da arquitetura, segundo o New York Times

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 13.10.2016: SESC-SP - Unidade do Sesc Pompeia na Água Branca, na zona oeste de São Paulo. (Foto: Daigo Oliveira/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 13.10.2016: SESC-SP - Unidade do Sesc Pompeia na Água Branca, na zona oeste de São Paulo. (Foto: Daigo Oliveira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prédio do Sesc Pompeia, na capital paulista, foi classificado pelo jornal americano The New York Times como uma das 25 construções de arquitetura mais significativas do mundo erguidas após a Segunda Guerra Mundial. A classificação foi publicada nesta segunda (2), no site do jornal.

Esta unidade do Sesc foi desenvolvida pela ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, que neste ano foi homenageada com o Leão de Ouro da 17ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza.

Desenvolvido entre as décadas de 1970 e 1980, o projeto arquitetônico do Sesc Pompeia, um dos mais icônicos de São Paulo, é a revitalização de uma fábrica de tambores abandonada.

Bo Bardi transformou a edificação industrial num local adequado para abrigar o novo centro cultual, que hoje inclui quadras poliesportivas e outras instalações do Sesc. A arquiteta apelidou o prédio como Cidadela da Liberdade, em razão da atmosfera tranquila da região naquela época.

Em 2015, os escritores Baba Vacaro, Daniel Almeida e Rogério Trentini publicaram o livro infantil "Cidadela da Liberdade", que narra tanto a história da ítalo-brasileira quanto a da construção do Sesc Pompeia.

A lista na qual o Sesc Pompeia aparece como uma das 25 obras arquitetônicas mais significativas do pós-Guerra foi elaborada por três arquitetos, três jornalistas e dois designers. O prédio paulistano aparece em 18º lugar na lista, que incluiu obras de arquitetos como Ludwig Mies van der Rohe, Le Corbusier e Renzo Piano.

Veja a seguir a lista completa publicada pelo The New York Times.

1. Casa Luis Barragán, na Cidade do México (1948)

2. Casa Farnsworth, de Ludwig Mies van der Rohe, em Plano, (Estados Unidos, 1951)

3. New Gourna Village, de Hassan Fathy, em Luxor (Egito, 1952)

4. Câmara Municipal de Säynätsalo, de Alvar Aalto, em Jyvaskyla (Finlândia, 1952)

5. Edifício Seagram, de Ludwig Mies van der Rohe, em Nova York (1958)

6. Prefeitura de Kagawa, de Kenzo Tange, em Takamatsu (Japão, 1958)

7. Renovação da Fundação Querini Stampalia, de Carlo Scarpa, em Veneza (1959)

8. Convento Sainte-Marie de La Tourette, de Le Corbusier, em Éveux (França, 1960)

9. Escola de Artesanato Haystack Mountain, de Edward Larrabee Barnes, em Deer Isle (Estados Unidos, 1961)

10. Salk Institute de Pesquisas Biológicas, de Louis Kahn, em La Jolla, (Estados Unidos, 1965)

11. Biosfera de Montreal, de Buckminster Fuller (1967)

12. Edifício da Johnson Publishing Company, de John W. Moutoussamy, em Chicago (1971)

13. Ópera de Sydney, de Jorn Utzon (1973)

14. Estação de Esqui de Les Arcs, de Charlotte Perriand, em Savoie (França, 1974)

15. Casa Van Wassenhove, de Juliaan Lampens, em Sint-Martens-Latem (Bélgica, 1974)

16. Centre Pompidou, de Renzo Piano e Richard Rogers, em Paris (1977)

17. Indian Institute of Management, de Balkrishna Doshi, em Bangalore (Índia, 1983)

18. Sesc Pompeia, de Lina Bo Bardi, em São Paulo (1986)

19. Termas de Vals, de Peter Zumthor, em Vals (Suíça, 1996)

20. Escola Primária Gando, de Francis Kéré, em Gando (Burkina Faso, 2001)

21. Campus Central da Academia de Arte da China, de Wang Shu e Lu Wenyu, em Hangzhou, China (2007)

22. Mesquita de Bait Ur Rouf, de Marina Tabassum, em Daca (2012)

23. Série 'Color(ed) Theory', de Amanda Williams, em Chicago (2014-2016)

24. Grand Parc (transformação de 530 unidades habitacionais em Bordeaux), de Lacaton & Vassal, Frédéric Druot e Christophe Hutin (França, 2017)

25. Estação Espacial Internacional, vários designers, órbita da Terra (1998-2011, ainda em andamento)

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