Ser solteiro pode ajudar a melhorar a saúde, diz estudo

Divulgação/Universal Pictures

Tem gente que se considera solteiro convicto e não se encanta com a ideia de se amarrar a alguém. E segundo a psicóloga Bella DePaulo, isso pode trazer benefícios para nossa saúde.

Aos 63 anos, Bella se mantém solteira desde sempre. “Eu nunca quis me casar. Viver solteira foi meu felizes para sempre”, afirma. Ela resolveu fazer um estudo sobre pessoas na mesma condição, analisando-as por mais de uma década. Os resultados de seus estudos sugerem que a solteirice tem um conjunto de benefícios psicológicos e físicos.

“A crença de que pessoas solteiras são infelizes, sozinhas, desamadas ou que querem nada mais que o matrimônio é apenas mito”, disse Bella em seu blog, PsychCentral, em 2013. Em 2016, ela reuniu mais de 800 estudos sobre solteiros e descobriu não ser a única a afirmar os benefícios para a saúde.

Em um deles, comparando pessoas que ficaram solteiras com as casadas, descobriu-se que os desimpedidos têm maior senso de autodeterminação e são mais propensos a experimentar “uma sensação de crescimento contínuo e desenvolvimento como pessoa”.

Outro estudo indica que contar apenas com si mesmo é outro fator benéfico: quanto mais auto-suficientes, menores as probabilidades de se experimentar emoções negativas. Com os casados, acontecia exatamente o contrário.

Os casados deveriam se sobressair aos solteiros por conta dos benefícios que o matrimonio traz, mas isso é bem equilibrado de acordo com Bella. “Quando se casam, as pessoas têm acesso a mais de mil benefícios federais e proteções, muitas delas financeira. Considerando vantagens culturais e financeiras que as pessoas obtém quando se casam, é ainda mais impressionante que solteiros estão se dando tão bem quanto”.

Apesar de ser uma ‘solteira convicta’, Bella reforça que isso não quer dizer que a solteirice é o jeito certo para se viver. “Mais do que nunca os americanos podem ir em busca dos estilos de vida que melhor funcionam para eles. O que importa não é o que todos os outros estão fazendo ou o que outras pessoas pensam que deveríamos estar fazendo, mas sim se podemos encontrar lugares, espaços e pessoas que se encaixam nos que realmente somos e nos permitem viver nossas vidas do melhor jeito”.