Semana de Moda de Paris quebra moldes de gênero

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Un modelo presenta una creación de Enfants Riches Déprimés durante la Semana de la Moda femenina de París, el 2 de octubre de 2021 (AFP/Lucas BARIOULET)

A marca Enfants Riches Déprimés desfilou mulheres e homens da mesma forma neste sábado (2) na Semana de Moda de Paris, enquanto o criador belga Raf Simons colocou saias em todas e todos, uma nova demonstração de que os gêneros estão mais fluidos do que nunca nas coleções.

O criador americano Henry Levy ignorou as barreiras e apresentou homens em jaquetas de motoqueiro de couro estampadas com seu logo, blusas transparentes delicadamente bordadas para eles e elas, além de sapatos plataforma.

É uma moda rebelde e urbana, como se o tempo não tivesse passado durante a pandemia e o confinamento. Incentivado por seus partidários, que lotaram a Escola de Medicina de Paris, Levy aposta que a vida continua como antes.

Simons, que recentemente assinou contrato com a casa italiana Prada, apresentou sua coleção particular feminina pela primeira vez em Paris.

Seus paletós são estruturados, seus vestidos amplos, suas camisas listradas muito longas, suas blusas esvoaçantes. As mulheres desfilam de salto ou sapato baixo, com meias compridas. O toque punk é proporcionado pelas pulseiras, em formato de ossos.

E antes disso, o britânico Rick Owens apresentou um espetáculo ensurdecedor, com música techno e fumaça. Colocou na passarela mulheres e homens cis e trans, com roupas justas até a exaustão, plataformas vertiginosas, botas que chegavam até a panturrilha.

Owens, que admite ter sofrido durante o confinamento, exibe uma mulher vestida de couro, com jaquetas que podem chegar a cobrir o rosto. Mas também gazes transparentes e enormes como caudas de noiva.

Os rostos maquiados, com largas listras pretas. Em meio a tanta escuridão, surge uma modelo com paletó branco marfim, outra com moletons de lã ocre, descuidadamente perfurados.

Na quarta-feira, o diretor artístico da Balmain, Olivier Rousteing, desfilou os homens envoltos em trapos com tops minúsculos, como as mulheres.

“Diz-se que o legal é vestir as mulheres com roupas de homem, para lhes conferir masculinidade. Mas é o contrário”, declarou o criador.

“Ainda haverá homens antiquados, mas também há muitos homens querendo aderir à festa. Vejo isso na evolução das compras no meu negócio, totalmente diferente de dez anos atrás”, acrescentou Rousteing.

Leonard, uma pequena firma tradicional francesa, propõe para a primavera e o verão que mulheres e homens compartilhem blusas floridas, estampadas com colunas romanas, com o logo da casa delicadamente bordado.

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