Em semana com mais casos em 2020, 2.339 pessoas morreram de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Segundo a ferramenta Monitora Covid, da Fiocruz, entre os 2.339 mortes por SRAG entre os dias 12 e 18 de abril, mais de mil estavam associados a Covid-19 (Foto: Getty Creative)

Entre os dias 12 e 18 de abril deste ano, 2.339 pessoas morreram de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil (SRAG). O valor é mais de dezesseis vezes maior em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 142 mortes pela mesma causa. Os dados são do Monitora Covid, ferramenta desenvolvida pela Fiocruz.

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A semana epidemiológica, como é chamada pela instituição, foi a que registrou mais casos da síndrome até o momento. Foram 15.039 casos registrados, quase dez vezes mais que em 2019, quando foram 1.552 ocorrências.

A instituição ressalta que a coleta de dados é constante e, por isso, os números podem ser revistos.

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Considera-se Síndrome Respiratória Aguda Grave casos em que o paciente tem sinais graves de dispneia, desconforto respiratório, saturação de O2, ou agravamento de alguma doença pré-existente.

Na semana mais recente registrada pela Fiocruz, entre os dias 26 de abril e 2 de abril, foram 368 mortes pela SRAG. Esse número ainda pode aumentar. No mesmo período de 2019 foram 164 mortes pelo mesmo motivo e, em 2018, 218.

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Até a nona semana epidemiológica, ou seja, entre 1º de março e 7 de março, havia poucos casos da doença. Foi a partir do dia 8 de março que os casos começaram a aumentar. Pacientes com SRAG fizeram testes para Covid-19, para saber se havia relação entre as doenças.

Na semana entre 12 e 18 de abril, entre as 2.339 mortes pela síndrome, 1.048 foram por Covid-19. Entre os exames feitos, 350 ainda não têm resultados, enquanto 257 foram relacionados a outras doenças.

Entre os dias 1º de março e 21 de março ainda há 2.917 que aguardam resultado de exames para saber se os casos de SRAG tem, ou não, relação com coronavírus.