Sem pandemia de Covid-19, expectativa de vida do brasileiro sobe para 76,6 anos

DIEGO GARCIA
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a expectativa de vida ao nascer no Brasil chegou aos 76,6 anos em 2019, ainda antes da pandemia da Covid-19. As mulheres ainda têm expectativa de vida maior, de 80,1 anos. Entre os homens, esse número é menor, ficando em 79,3 anos. A melhora da expectativa de vida em 2019 decorre do fato de o país ter reduzido a mortalidade infantil. No ano passado, foram 11,9 registros de mortes de crianças de até 1 ano para cada mil nascidos vivos - eram 12,4 em 2018. Os dados divulgados nesta quinta são do ano passado, quando o Brasil ainda não havia sido atingido pela chegada do novo coronavírus, que até o momento já tirou a vida de mais de 1,4 milhão de pessoas em todo o mundo, sendo mais de 170 mil brasileiros. Os números fazem parte da Tábua de Mortalidade do IBGE, que fornece estimativas da expectativa de vida às idades exatas até os 80 anos, com data de referência de 1o de julho do ano anterior. A pandemia, inclusive, adiou a realização do Censo Demográfico. Originalmente, o estudo seria realizado neste ano, mas foi adiado para 2021 por causa da pandemia. O custo estimado pelo governo para a pesquisa é de aproximadamente R$ 2 bilhões. O censo ajudaria a pesquisa por trazer novos dados demográficos, que seriam aferidos com mais precisão. Estima-se a atual população brasileira em 210 milhões. A Tábua de Mortalidade é feita com base em uma projeção em cima da mesma pesquisa de 2010, quando foram incorporados dados populacionais do Censo Demográfico 2010, estimativas da mortalidade infantil com base no mesmo levantamento censitário e informações sobre notificações e registros oficiais de óbitos por sexo e idade.