Secom diz que associação de frase ao nazismo foi forçada pela imprensa

Frase "trabalho nos libertará" está em vídeo postado pela secretaria de Comunicação (foto: Reprodução)

Na porta de Auschwitz, o mais famoso campo de concentração nazista, há um portal com os dizeres “o trabalho liberta”, em alemão. Foi essa mesma frase que a secretaria de Comunicação do governo federal usou para defender que os brasileiros sigam trabalhando, mesmo em meio à crise do coronavírus. Mais de 11 mil pessoas já morreram no país vítimas da Covid-19.

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A campanha publicitária foi lançada pela Secom durante o final de semana. No vídeo, o governo federal nega que as informações da imprensa sobre a crise do coronavírus sejam verdadeiras. A peça afirma que o presidente Jair Bolsonaro se importa com vida for brasileiros e, por isso, quer que a população volte ao trabalho.

“O trabalho, a união e a verdade nos libertará”, é a frase que está no vídeo. “Juntos, vamos seguir fazendo deste grande país uma grande nação”

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Após surgirem críticas quanto ao uso da frase de cunho nazista, a secretaria de Comunicação negou qualquer tipo de relação e afirmou que o governo federal é parceiro da comunidade judaica. Além disso, culparam a imprensa pela associação. “Parte da imprensa insiste em virar as costas aos fatos, ao Brasil e aos brasileiros. Mas o Governo Federal, por determinação de seu chefe, segue trabalhando para SALVAR VIDAS e preservar o emprego e a dignidade dos brasileiros”, diz a postagem.

Na porta do campo de concentração de Auschwitz há um portal com os dizerem "o trabalho liberta". Lá, morreram mais de um milhão de pessoas (Foto: AP Photo/Markus Schreiber)

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“Repudiamos veementemente qualquer associação desta postagem com quaisquer ideologias totalitárias e genocidas”, escreveu a Secom nas redes sociais. “O Estado Brasileiro sempre foi um grande parceiro da comunidade judaica, bem como do Estado de Israel, como provam os fatos, para além das ilações forçadas e maldosas.”

O Holocausto foi a morte sistemática de diversos povos durante a Segunda Guerra Mundial. Foram mais de 10 milhões de mortes, entre os quais um milhão foram assassinados em Auschwitz. Seis milhões de judeus morreram no Holocausto, além de comunistas, Testemunhas de Jeová, homossexuais, opositores do regime nazista, entre outros.