Saúde vaginal: excesso de banho faz mal e nada de calcinha pendurada

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11 dicas para manter a saúde vaginal. Foto: Getty Images

A saúde vaginal é parte essencial do bem-estar da mulher. E, sim, é preciso adotar alguns cuidados específicos para a região íntima, além de rever alguns hábitos e costumes.

A seguir, a médica e ginecologista Eloisa Pinho, integrante do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre e Santa Joana, em São Paulo, lista o que fazer e o que não fazer em prol da sua saúde vaginal.

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1. Higiene só na "parte externa"

A primeira coisa é entender que vulva e vagina não são sinônimos. Formada pelos grandes lábios e pelos pequenos lábios, a vulva é a parte externa do órgão genital feminino e é ela que você deve lavar apenas com água e sabonete de glicerina. Por conta do pH neutro, esse produto de limpeza não altera o pH da região.

2. Esqueça as duchas vaginas

Seja como método de limpeza ou como método contraceptivo, a lavagem do canal vaginal – ou seja, o interior da vagina – é uma péssima maneira de garantir a higiene da região íntima feminina. A ducha vaginal tira a proteção natural do órgão, alterando seu pH, o que aumenta a chance de proliferação de microrganismos causadores de corrimento.

3. Não pendure a calcinha no boxe

Se você é do time que aproveita a hora do banho para já lavar a calcinha, lembre-se: nunca deixe a peça secar pendurada no boxe do banheiro. Como se trata de um lugar quente e úmido, ele proporciona a condição ideal para a proliferação de microrganismos no tecido. Depois de lavar sua lingerie com água e sabonete, pendure-a em um local onde bata bastante sol.

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Não pendure a calcinha no boxe. Foto: Getty Images

4. Lencinho umedecido não substitui banho

Os lencinhos umedecidos próprios para a região íntima podem ser práticos, mas não substituem a higiene da região íntima feita com água e sabonete de glicerina. Use-os em situações especiais e, no máximo, duas vezes no mesmo dia.

5. Banho é bom, mas sem exagero

No máximo, tome três banhos por dia, higienizando a região íntima como falado com sabonete de glicerina. Mais do que isso, corre-se o risco de a vagina ficar ressecada e com sua proteção natural danificada.

6. Ainda sobre calcinhas

Não tem jeito, quando o assunto é roupa íntima, prefira calcinhas feitas de algodão. O tecido é o único que absorve a transpiração, evitando que a área fique quente e úmida, o que já falamos ser a condição ideal para a proliferação de microrganismos.

7. Abandone os absorventes de uso diário

Usado todos os dias, o item causa abafamento da região íntima da mulher, o que aumenta a chance de ela ter corrimento.

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Abandone os absorventes de uso diário. Foto: Getty Images

8. Higiene pós-sexo

Depois de transar, o ideal é lavar bem a vagina. Caso tenha transado com preservativo, a atitude ajuda a eliminar o excesso de lubrificante e do próprio muco vaginal. Se tiver transado sem, a higienização retira o esperma, que é um meio de cultura para bactérias e fungos.

9. Evite roupas justas

Calças, shorts e bermudas justas são também vilões da saúde vaginal. Mais uma vez, a razão é o abafamento da região.

10. Manere em doces e carboidratos

Esses dois alimentos em excesso podem provocar a piora da candidíase, uma infecção causada pelo fungo candida que acomete a região íntima feminina. O que acontece é que o doce e o carboidrato alteram o pH da vagina, tornando-o mais ácido, o que desequilibra a composição da microbiota dessa área do corpo.

11. Beba muita água

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Beber água é fundamental para a saúde vaginal. foto: Getty Images

A ingestão de, pelo menos, dois litros de água por dia é benéfica para o funcionamento do organismo como um todo. No caso da vagina, sua secreção natural – que funciona como uma barreira protetora – é composta basicamente de água. Ou seja, quando você não bebe o líquido ou bebe pouco, torna a área mais vulnerável a problemas. Outra razão para a correta ingestão de água é proteger o corpo de uma infecção urinária. Quando se bebe pouca água, a acidez da urina é modificada, facilitando a adesão de bactérias na mucosa da bexiga.

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