Saúde mental: por que importa famosos falando sobre seus problemas

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O príncipe Harry e a apresentadora Oprah Winfrey têm falado sobre saúde mental (Foto: Reprodução/Instagram@oprah/Getty Images)
O príncipe Harry e a apresentadora Oprah Winfrey têm falado sobre saúde mental (Foto: Reprodução/Instagram@oprah/Getty Images)

O príncipe Harry e a apresentadora Oprah Winfrey são os produtores executivos da série "O Meu Lado Invisível'', que entrou no serviço de streaming Apple TV+ recentemente. Nela, os dois e outros famosos contam seus problemas de saúde mental. E só o fato de estarem tratando desse tema na TV já traz bem-estar emocional para todo mundo.

Sabe por quê? "Pessoas que sofrem de transtornos psicológicos tendem a se sentirem isoladas. Sentem vergonha de buscar tratamento. Culpa por não conseguirem melhorar sozinhas. Estamos no século 21, mas ainda há quem associe a psiquiatria à loucura e à falta de caráter", afirma Lívia Beraldo de Lima Basseres, psiquiatra e mestre em psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPQ-FMUSP).

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Quebrando a invisibilidade

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Para Lívia, o mérito principal da produção é trazer à luz o fato de que qualquer um pode enfrentar problemas emocionais. "Quando o próprio Harry assume que viveu um período de 'total caos' depois da morte da mãe, a princesa Diana (1961 - 1997), é possível levantar uma discussão, trabalhar o estigma. Mostrar que se trata de um problema de saúde como outro qualquer", diz a especialista. Além de Harry e Opray, a cantora Lady Gaga e a atriz Glenn Close também participam de "O Meu Lado Invisível".

Segundo a psiquiatra, tanto produções como essa quanto outras de ficção, podem servir de gancho para conversar com alguém próximo sobre saúde mental. "Pode ser um jeito de puxar conversa, se colocar como disponível para ouvir ou mesmo para acompanhar a pessoa na busca por um tratamento com um profissional especializado."

Rede de apoio

Além de ver o tema do bem-estar emocional ser tratado com naturalidade – ocupando espaços como o streaming –, o apoio de quem está por perto é fundamental na recuperação da saúde mental.

"Em vez de falar frases como 'você tem tudo, por que se sentir assim?', coloque-se à disposição. Ter suporte é uma maneira de o indivíduo não se sentir tão invisível", comenta a médica.

Onde buscar ajuda

Segundo Lívia, não é um problema se a pessoa resolver buscar ajuda com um médico que não seja psiquiatra. "O vínculo com o profissional é importante e conta nessa hora. Logo não é uma questão que outras especialidades iniciem o tratamento de saúde mental. O importante é que tanto o médico quanto o paciente saibam até onde ir. Se a pessoa não estiver respondendo ao tratamento proposto, é hora de procurar um especialista", finaliza a médica.

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