Sarah ter simpatia por Bolsonaro não significa apoiá-lo, diz assessoria

FERNANDA PEREIRA NEVES
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A montanha-russa da popularidade digital atingiu a consultora de marketing digital Sarah Andrade, 29, nesta sexta-feira (5). A sister, que disputa o prêmio de R$ 1,5 milhão no Big Brother Brasil 21, perdeu cerca de 100 mil seguidores no Instagram. Sarah vinha como uma das competidoras com maior chance de levar o prêmio, mas passou a ser alvo de críticas de internautas desde que afirmou, no programa, na última madrugada, que gosta do presidente Jair Bolsonato (sem partido). A sister começou o programa com 19,5 mil seguidores no Instagram, mas logo na segunda semana do reality começou a crescer sem parar, chegando aos 8,8 milhões na quinta-feira (4). Com a nova declaração, no entanto, o número já foi para 8,7 milhões. A brasiliense falava sobre a possibilidade de ter acontecido impeachment em algum país, quando afirmou: "Não do nosso [presidente], eu gosto dele!". "Não vou falar isso em rede nacional, porque vou ganhar votos e pode me tirar da casa", completou. Sarah até já havia afirmado que deixou de seguir o político nas redes sociais antes de entrar no programa, mas a declaração de simpatia parece que impactou ainda mais sua torcida, principalmente por causa do agravamento da crise da Covid-19. "Sou contra cortar laços só por opinião política. Agora, se a pessoa gosta de um fascista genocida diretamente responsável por 260 mil mortes, defensor de tortura e ditaduras... Aí não é 'opinião política', é desumanidade", argumentou Felipe Neto. A assessoria da competidora afirmou, em nota, que "simpatizar e apoiar são palavras com significados distintos", e comparou o cancelamento de Sarah ao sofrido pelo ator Lucas Penteado, 24, dentro do reality "por comportamentos que não o definem". "Sobre o cancelamento, é um direito das pessoas. Afinal vivemos numa sociedade democrática e as redes sociais são um espaço de comunicação utilizado por muitos como um meio de se manifestarem propagando ideias que não sustentariam." "Responsabilidade com as palavras empregadas e respeito com ideias contrárias às nossas deveriam permear as relações humanas", continua. "Só podemos lamentar sobre a cultura do cancelamento e refletir como temos muito a melhorar como sociedade."