Sara Winter xinga Moraes, diz querer trocar socos com ele e promete infernizá-lo

CATIA SEABRA
***FOTO DE ARQUIVO*** RIO DE JANEIRO,RJ 29 DE SETEMBRO DE 2018 - Sarah Winter, ex ativista e ex feminista,participa de um ato a favor do candidato a presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na tarde deste sábado (29), na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.(Foto: Marcelo Fonseca/Folhapress)

Alvo da operação desta quarta-feira (27) no chamado inquérito das fake news do STF (Supremo Tribunal Federal), a ativista Sara Winter xingou com palavrões o ministro Alexandre de Moraes, ao reagir à ação da Polícia Federal que apreendeu seu celular e seu computador.

Moraes incluiu Sara, que lidera o acampamento em Brasília para formar militantes bolsonaristas, entre os alvos dos mandados. A ativista, cujo verdadeiro nome é Sara Fernanda Giromini, fundou o Femen Brasil, grupo famoso por protestar de topless, e depois se converteu ao conservadorismo.

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"Juro por Deus, essa era minha vontade. Eu queria trocar soco com esse filho da puta desse arrombado. Infelizmente, não posso", disse Sara sobre Moraes em vídeo nas redes sociais, afirmando que não será calada pela investigação conduzida pelo ministro.

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"Pena que ele [ministro] mora em São Paulo. Se ele estivesse aqui, eu estava lá na porta da casa dele, convidando ele para trocar soco comigo", afirmou.

Na postagem, a ativista fala ainda que Moraes nunca mais encontrará paz na vida, depois de ter tomado o que ela classificou como "a pior decisão da vida" do magistrado.

"Você me aguarde, Alexandre de Moraes. O senhor nunca mais vai ter paz na vida do senhor. A gente vai infernizar a tua vida."

A bolsonarista completa: "A gente vai descobrir os lugares que o senhor frequenta. A gente vai descobrir quem são as empregadas domésticas que trabalham para o senhor. A gente vai descobrir tudo da sua vida, até o senhor pedir para sair".

Pela manhã, logo após ser alvo da operação, ela já havia criticado a medida. "A Polícia Federal acaba de sair da minha casa. Bateram aqui às 6h da manhã, a mando do Alexandre de Moraes. Levaram meu celular e notebook. Estou praticamente incomunicável! Moraes, seu covarde, você não vai me calar!", escreveu.

"Meus advogados já chegaram, vamos pra cima! O Brasil não será uma ditadura. Hoje, Alexandre de Moraes comprovou que está a serviço de uma ditadura do Judiciário", afirmou.

Outros investigados no inquérito do STF também se voltaram contra Alexandre de Moraes, com xingamentos e ameaças ao magistrado, depois que receberam os agentes da PF.

Foram alvos de mandados de busca e apreensão militantes, blogueiros, youtubers, políticos bolsonaristas e assessores. A maior parte tem forte atuação nas redes sociais e publica críticas a ministros do STF e integrantes de outras instituições.

O inquérito também mira possíveis financiadores dessas atividades. Segundo investigadores, esse é considerado um dos pontos-chave do funcionamento dessa rede.

Outras 17 pessoas de diferentes cargos estavam na lista de alvos de mandados de busca e apreensão:

  • Roberto Jefferson, ex-deputado federal (RJ)

  • Luciano Hang, co-fundador e proprietário da Havan (SC)

  • Edgard Corona, CEO da rede de academias Smart Fit (SP)

  • Allan dos Santos, blogueiro do site Terça Livre (DF)

  • Sara Winter, ativista (DF)

  • Winston Lima, militar reformado e coordenador do Bloco Movimento Brasil (DF)

  • Bernardo Kuster, youtuber (PR)

  • Reynaldo Bianchi, humorista (RJ)

  • Eduardo Fabris Portella, ativista (PR)

  • Paulo Gonçalves Bezerra (RJ)

  • Edson Pires Salomão, chefe de gabinete do deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) (SP)

  • Enzo Leonardo Suzi Momenti (SP)

  • Marcos Dominguez Bellizia (SP)

  • Otavio Oscar Fakhoury, investidor (SP)

  • Rafael Moreno (SP)

  • Rodrigo Barbosa Ribeiro (SP)

  • Marcelo Stachin, militante (MT)

* com informações da Folhapress e da Agência O Globo