São Paulo precisa se "fechar" para nove decisões. Casares e Muricy deveriam aparecer

Alexandre Praetzel
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Fernando Diniz cobra reação do SP, na derrota para o Santos. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Fernando Diniz cobra reação do SP, na derrota para o Santos. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O São Paulo está começando a se complicar sozinho na tentativa de conquistar a Série A do Brasileiro. O time vinha bem e com sequência positiva, batendo seus adversários com atuações convincentes. No entanto, após a eliminação para o Grêmio, na Copa do Brasil, o tricolor se abateu.

Quarta-feira, foi facilmente derrotado pelo Red Bull Bragantino e agora perdeu para os reservas do Santos, com desempenho abaixo da média. Os maus resultados vão para a conta de todo mundo, do novo presidente Júlio Casares até o suplente mais utilizado por Fernando Diniz.

O São Paulo foi uma equipe letárgica e sem vibração, nos dois confrontos. Neste domingo, parou na forte marcação santista, no primeiro tempo, e levou um gol ridículo de Jobson, no início da segunda etapa, num frango de Thiago Volpi.

Aí, bateu o desespero entre os jogadores, mesmo com 50 minutos pela frente. O São Paulo foi para cima, criou algumas situaçoes de gols, mas as conclusões de Brenner, Gabriel Sara e Reinaldo foram horrorosas. Sem muita criatividade e pressionado, Diniz apelou para Trellez e Gonzalo Carneiro, adotando o “cruzabol”, com bolas nas pontas e cruzamentos para a área. Em três lances, João Paulo fez três defesas difíceis, evitando o empate.

Diniz terminou o jogo com apenas um zagueiro e o time totalmente acelerado e afobado, sem muito raciocínio com a bola nos pés. Agora, a liderança folgada está se esvaindo, ainda que o São Paulo só dependa de si. É hora do elenco se fechar e ter calma, jogo a jogo, sabendo das dificuldades que virão.

A estranhar, as ausências de Casares e Muricy Ramalho nas entrevistas pós-jogos, depois do ex-treinador ser anunciado como um grande nome na nova composição da diretoria são-paulina.