Santos segue com sua rápida capacidade de regeneração

Alexandre Praetzel
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Lucas Braga foi o melhor em campo contra o San Lorenzo. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Lucas Braga foi o melhor em campo contra o San Lorenzo. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Vibrei mais uma vez com uma vitória do Santos. Não torço pelo time, mas fico contagiado com a rápida capacidade de regeneração santista. Não que isso seja uma grande virtude, mas demonstra como o clube consegue sobreviver a tantas más gestões.

O Santos venceu o San Lorenzo por 3 a 1 e encaminhou mais uma participação na fase de grupos da Libertadores da América. O resultado, aliado ao desempenho, resumiu como o Santos se recicla, sempre apoiado na forte categoria de base.

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É gratificante ver um goleiro como João Paulo, um zagueiro de 17 anos como Kayki, com personalidade para jogar, e um menino de 16 anos como Angelo, definindo a vitória e se tornando o mais jovem a marcar pela competição, na história. Ainda tem Vinicius Balieiro, Gabriel Pirani e Marcos Leonardo. Só o Santos aceita isso, através de sua diretoria e torcida, com a molecada sendo tratada com o devido valor em meio a nomes experientes como Pará, Alison, Marinho e Soteldo e a grata surpresa Lucas Braga, o melhor em campo. 

Não sei se o Santos vai conquistar algum título, mas os próximos três anos podem significar uma retomada de gestão, com a grandeza que o Santos merece. O presidente Andrés Rueda Garcia tem capacidade para recuperar a instituição com equilíbrio e responsabilidade. 

Se eu fosse integrante de qualquer adversário, não gostaria de enfrentar o Santos. O vice-campeonato da Libertadores mostrou isso e o Santos segue como grande referência.

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