Samara Felippo fala sobre assédio na TV e afirma que amigas perderam papeis por não ceder às investidas masculinas

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 06.09.2019 - A atriz Samara Felippo durante a estreia da comédia
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 06.09.2019 - A atriz Samara Felippo durante a estreia da comédia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atriz Samara Felippo, 43, falou sobre situações de machismo e assédio que já viu e enfrentou em seus anos trabalhando na televisão. A artista falou sobre as experiências em entrevista ao canal do YouTube do humorista Rafinha Bastos, 45.

"Hoje eu olho para trás e vejo os abusos que eu passei, machismo, coisas que a gente nunca enxergou na época. Vejo amigas que perderam papéis porque não deram para o diretor. Existiu esse lugar", começou a atriz durante a entrevista sem citar nomes de diretores ou emissoras.

"Existiu o lugar onde eu sentei para pegar um papel e a pessoa falou: 'Você ia fazer a protagonista, mas você não tem cara de virgem'. Virgem tem cara?", questionou. Felippo continuou falando que é difícil falar sobre o assunto abertamente, já que isso pode prejudicar outras atrizes e sua própria carreira.

"É uma pressão bizarra, em todos os sentidos. Para a mulher principalmente. Acho que isso ainda acontece, temos denúncias que jamais se imaginou que pudessem ter acontecido", pontuou. "É um pouquinho esse buraco que a gente vai se enfiando. É uma mão na sua coxa em um jantar, é um 'vem cá conversar só eu e você'", disse.

"Todo o papel eu tinha que estar dois quilos mais magra. E sempre fui magra. Já vem a pressão estética para a menina", completou a atriz. Ao longo da conversa, ela ainda pontua que trabalhar na Globo foi como uma "máquina de sonhos".

"Eu gosto muito da 'vibe' de estúdio, novela, de receber capítulo. A Globo foi uma grande empresa para mim. Tenho entrada em lugares e acesso a projetos porque veio de trabalho na Globo. Mas hoje é muito libertador poder produzir de casa", completa.

A atriz já esteve em produções como "Chocolate com Pimenta" (Globo, 2003-2004), "A Casa das Sete Mulheres" (Globo, 2003), "Da Cor do Pecado" (Globo, 2004) e José do Egito" (Record, 2013).

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