Devolvam o São Paulo ao são-paulino: 4 x 3 Lanús

Mauro Beting
·4 minuto de leitura
Lautaro Morales marca o gol da classificação do Lanús - FOTO Fernando Bizerra-Pool/Getty Images
Lautaro Morales marca o gol da classificação do Lanús - FOTO Fernando Bizerra-Pool/Getty Images

São os piores anos do Tricolor na história.

O primeiro jogo decisivo que eu me lembro meio que por cima foi com o São Paulo bicampeão paulista de 1971. A final de 1972 eu vi com o meu time sendo campeão invicto contra o São Paulo vice também invicto. A primeira final vencida que eu estava no estádio foi contra eles. Outro zero a zero. Outro título do meu time.

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Mas o São Paulo sempre estava lá. Na final da Libertadores de 1974 perdeu pro Rey de Copas. Torci contra. Deu certo. Mas não deu na final do SP-75 nos pênaltis. Não deu na final do BR-77 contra o grande Galo também nos pênaltis. No bicampeonato paulista de 1980-81 era duro torcer contra. Os times eram ótimos. Mas não melhores que os Menudos do SP-85, dos melhores que vi com todas as cores. Não foram melhores que o Guarani no BR-86. Mas ganharam nos pênaltis. Não perdiam nunca. Ou sempre pareciam prontos para ganhar.

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Por que a impressão que eu tinha é que na dúvida dava São Paulo. No SP-87 eram mesmo melhores. Mas em 1989 não estavam. E ganharam. No BR-90 não vinham bem. Foram vices com Telê. E com a orquestra Telêcolor que mudava a banda mas não a partitura, BR e SP em 1991. Mais um Paulista e as primeiras Libertadores e Mundial em 1992. Quando pintou a Parmalat, ainda deu bi continental e mundial em 1993. E Supercopa. Mais uma decisão de Liberta em 1994. Mais um título internacional na Conmebol em 1994. E com os reservas dos reservas de Muricy!

Como pode? O São Paulo parece que podia tudo. Dava tudo certo até sem Telê. Paulista de 1998. De 2000. Cinco anos sem títulos até 2005. Quando ganhou Paulista, mais uma Libertadores, o tri mundial.

Enfim o primeiro tri da história seguida, mas difícil de ser perseguida. Tri brasileiro, de 2006 a 2008.

Soberano! Mas com muita soberba de dentro do conclave dos cardeais para fora da casa sacrossanta.

Uma Sul-Americana em 2012.

Depois apenas festa para receber velhos ídolos. A despedida do M1TO em 2015. E vários micos como despedir como despacharam Rogério do banco. Como as contas não fecharam no banco. Como mandaram embora e trocaram treinadores e torto e sem direito.

São os piores anos do São Paulo. Ainda assim semifinalista da Liberta em 2016. Acumulando decepções e fracassos improváveis.

Como virar na segunda etapa como fez no Morumbi contra o Lanús na Sula onde foi parar pela eliminação precoce na Libertadores. Parecia que o campeão de fato "voltou". Até tomar o gol da eliminação de um modo que eu não via desde que torço contra desde 1971. Mas que agora parece que a gente vai ver de novo a cada morre-morre tricolor nos últimos anos.

Tudo que dava São Paulo agora não dá mais. Tudo que para os antis era difícil de torcer contra agora parece previsível. Antes do gol do Lanús, muitos não-tricolores estavam na redação "prevendo" o que antes era um sacrilégio. Agora parece sina. Vai dar errado contra o São Paulo. Não vai dar. PÃO!

Os antis mais riram do que tiraram sarro dos tricolores desesperados mas, de fato, já conformados com outro gol sofrido no fim da partida e da picada.

Parece que todo mundo que já foi tricolor três vezes meio que sabia que daria errado pela enésima vez. Mesmo parecendo fazer tudo certo. Como foi na ida. Como foi na volta. Como está sendo de um jeito que parece sem volta.

Já teve muita coisa mal feita no clube. Desde o mandato ampliado de Juvenal. Desde os desmandos de Aidar. Muita coisa. Não é acaso. É caso a ser estudado. Para não dizer outra coisa.

Uma hora claro sue a moeda cai em pé como em 1943. Até como foi nos 4 a 1 no Flamengo no domingo que passou. Mas já passou. É preciso virar esse jogo - sem levar outro gol no final que baqueia como beques como craques como bagres no Morumbi.

Não é hora só de se lamentar por Mirassol e Talleres. É lembrar como eu citei aqui "que torcer pelo São Paulo é uma grande moleza", como adesivou o Milton Neves há 30 anos.

E era mesmo. Colava nos vidros dos carros e na retina de todos aquela rotina do hino do São Paulo que tocava sempre.

Se hoje isso mudou, claro que vai virar de novo.

Tem tempo. Tem gente.

Precisa ter paciência.

O que não vou ser eu a pedir para quem tem muitas vezes até demais.

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