Shortinho da BadBoy, lembra? Anitta impulsionou a volta do look dos anos 2000

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A marca Bad Boy foi sucesso dos anos 2000. (Foto: Reprodução/Instagram@anitta)
A marca Bad Boy foi sucesso dos anos 2000. (Foto: Reprodução/Instagram@anitta)

O look usado por Anitta em Las Vegas foi produzido por Jean Martins, proprietário da Loja Piña, reproduzindo a marca Bad Boy, sucesso dos anos 2000. Mas a grife alegou direitos autorais e pediu que o estilista, que se pronunciou nas redes sociais dizendo estar chateado com a situação, interrompa as vendas. "Eu tive a ideia de voltar à ativa com esses shortinhos, não achava justo não fazerem mais sucesso. É a cara da periferia e do funk, resgata muita memória, por isso eu comecei a fazer uma releitura dessa moda e agora não posso mais produzir porque eles vão fabricar. Fico triste porque foi muita dedicação e não ganhei nem reconhecimento", conta Jean sobre o modelito que a cantora usou.

Sucesso no início dos anos 2000, de acordo com Marco Merhej, presidente da Bad Boy Brasil, a sunga foi pensada para lutadores da época, mas acabou se popularizando pelo Brasil.

O estilista Jean Martins procurou a marca em 2021 para reproduzir uma coleção, e o contato foi feito com o próprio presidente pelo Instagaram e pelo WhatsApp. "Há uns meses atrás ele procurou a empresa falando que era um estilista, que queria fazer um trabalho artístico e se poderia usar o logotipo da Bad Boy. Autorizamos de boca, sem contrato, a produção de 10 peças, e ele teria que nos mostrar uma peça piloto. Era só para o trabalho artístico, mas ele começou a vender e faturar em cima da nossa marca", justifica Marco Merhej, presidente da Bad Boy Brasil.

Cria da Vila Kennedy, Jean, de 22 anos, contesta dizendo que a marca não o procurou mais e que se dedicou ao projeto porque eram roupas que resgatavam a memória da periferia assim como já fez em outros momentos com a marca Gang e Cyclone, por exemplo.

Ele chegou a reproduzir roupas para o clipe do feat de Pocah e Lia Clark. "Não ataquei a marca Bad Boy em momento algum, eu esperava uma atitude diferente deles. Eu não criei, mas ajudei a reviver a marca. Só me procuraram depois que a Anitta postou a foto, antes disso eles não entraram mais em contato comigo", pondera o estilista.

Arielle Macedo, dançarina da cantora Anitta, comprou um conjunto na loja Piña e o proprietário deu outro look de cortesia para ela. Ele não esperava que ela fosse dar o conjunto para a cantora, que postou foto nas redes comemorando o aniversário com a legenda "favela venceu". Segundo Jean, depois da postagem a procura pelos conjuntos que custavam R$ 150 aumentou em 70%.

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