Rommel lança o álbum ‘Karawara’

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O cantor, compositor, guitarrista e produtor musical, o maranhense Rommel, 34, lança nas plataformas digitais, nesta sexta-feira (5), seu sexto álbum de estúdio, “Karawara”, pela gravadora Biscoito Fino. Um show de lançamento online, acontecerá neste sábado (6), às 21h (horário de Brasília), com transmissão pelo canal do artista no YouTube.

O clipe de “Karawara”, rodado no Xingu, será lançado no final de novembro e foi dirigido por Caio Lazaneo, além de Takumã Kuikuro, cineasta indígena que mora na aldeia Ipatsé, no Parque Nacional do Xingu.

Outros três clipes do artista interpretando composições concebidas para o álbum “Karawara” já podem ser assistidos em https://www.youtube.com/watch?v=YjT9e_VjgR0 , para a música “Agô- Até o Sopro Derradeiro”, um ijexá que dedicado à bailarina e coreógrafa Mercedes Baptista (1921- 2014); https://www.youtube.com/watch?v=rd3L7d-l7NU, para a canção “In Essence”, que trata da busca por espiritualidade; e https://www.youtube.com/watch?v=qeOaAxXlf7E, para a composição “Pérola de Espuma”, que retrata a história de um pescador que se apaixona pela lua.

Aos 14 anos, Rommel já se apresentava nas casas noturnas de São Luís, no Maranhão. O talento e versatilidade de Rommel, que atualmente mora no Canadá é expressado por composições embaladas por MPB, reggae, funk, afro-beat e jazz com letras escritas em português, francês, espanhol e inglês.

Do lançamento de seu primeiro álbum “Transcendental” (2006), com 19 anos, quando o artista mudou-se para o Canadá, até os dias atuais muita água rolou. Rommel amealhou inúmeras e edificantes oportunidade de trabalhar com outros músicos e artistas de diversas nacionalidades. Colaborou com o People-Project e a Souljazz Orchestra e se apresentou em importantes festivais, como o Festival de Jazz de Montreal e de Ottawa, o Blues Ottawa e o Toronto Global Groove.

Entre os prêmios que recebeu consta o título de “Grande Revelação”, no Festival Nuits d’Afrique, além do Prêmio da Diversidade do Conselho de Artes de Montreal e o prêmio Revelação CBC/Radio Canadá, na categoria Música do Mundo.

Rommel estudou na Universidade de Liverpool, na Inglaterra, e também na Berklee College of Music, em Valência, na Espanha, finalizando, em 2017, o bacharelado em música na Carleton University, em Ottawa, Canadá. Durante esses anos, estudou com diversos mestres, entre eles o guitarrista e produtor espanhol Israel Sandoval e o guitarrista canadense Roddy Elias.

Segundo o artista, “Karawara”, palavra de origem tupi-guarani, entre outras denotações, refere-se a “os espíritos da floresta”, pois a palavra é polissêmica , ou seja, contém mais de um significado.

Ao longo das 13 faixas o disco “Karawara” presta homenagem aos povos indígenas do mundo e sua história de luta por direitos humanos básicos e reconhecimento, além de abordar tópicos da ancestralidade, espiritualidade e questões ambientais e sociais, usando a música como um meio para disseminar uma mensagem de paz, esperança, humanismo e compaixão.

Acompanhando Rommel (voz, violão e guitarra), há músicos brasileiros e canadenses. Entre eles, integram a banda base: André Galamba (baixo, guitarra e violão), Aquiles Melo (bateria), Carlos Bala (bateria), Dark Brandão (percussão), David Ryshpan (teclados), Debson Silva (trombone), Erivan Duarte (baixo), Márcio Oliveira (trompete), Parrô Mello (saxofone e arranjos de metais), Paulo Bottas (teclados) e Vovô Saramanda (percussão, arranjos e efeitos). A produção musical é de Rommel e Rafael Cunha França.

Agora que você já sabe quem toca com o artista, o que é uma palavra polissêmica, e um pouco sobre Rommel, conheça nesta sexta-feira (5) mais sobre esse talentoso artista e seu valor na arte de amealhar os sons, que há muito é reconhecido no exterior por encantar ao cantar o Brasil.

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