Romance gay em "Pantanal"? Silvero Pereira explica "clima" entre Zaquieu e Alcides

Zaquieu e Alcides em
Zaquieu e Alcides em "Pantanal" (Globo/João Miguel Júnior)

A trajetória de Zaquieu (Silvero Pereira) mudou radicalmente em "Pantanal". Após decidir ir embora do bioma por ataques homofóbicos dos peões, o personagem decidiu retornar e foi bem recebido por José Leôncio (Marcos Palmeira). Agora, Zaquieu tentará se tornar um peão, e vai se surpreender com uma confusão de sentimentos por Alcides (Juliano Cazarré).

Em entrevista ao Gshow, o ator não deu mais detalhes sobre como será o clima entre Zaquieu e Alcides, mas explicou que o personagem vai se encontrar no novo papel de peão. "O que eu posso adiantar é que é uma descoberta pro Zaquieu também. Ele vem falando desde o início da novela que é isso que esperam do gay: que ele esteja na cozinha, no salão, fazendo o cabelo e a unha. E acho que essa é uma grande surpresa pro Zaquieu também, porque é um desafio pra ele provar pras pessoas. Não é novidade para ele que ele seja capaz, sim, de ser um dos maiores peões da fazenda do Zé Leôncio. Mas ele quer provar pras pessoas que isso é possível".

O ator também contou que conheceu um peão durante as filmagens que o lembrou de Alcides. "Conheci um peão da fazenda que a gente estava hospedado, o Fabrício, que virou meu Alcides. Ele é muito parecido com o Alcides no corpo, no comportamento. Teve um dia que foi muito especial pra mim. Eu estava sem gravar, mas queria fazer alguma coisa na fazenda. E o Fabrício falou pra eu ajudar na horta. Ele é o peão que faz a horta e a jardinagem da fazenda, e aí eu passei o dia com o Fabrício – que é casado, tem dois filhos, é um homem heterossexual. Foi lindo ver o hétero e o LGBT cultivando aquela horta, e depois a gente foi montar umas orquídeas que ele ia dar de presente pra mulher dele".

Destino de Zaquieu

Em uma cena forte de "Pantanal", Zaquieu (Silvero Pereira) levou Filó às lágrimas ao contar sobre seu passado e as dificuldades financeiras e culturais que encontrou como filho de uma mulher pobre e nordestina no Rio de Janeiro. O personagem, que trabalhou grande parte da vida para Mariana (Selma Egrei), contou que nasceu em uma dependência de empregada e teve uma infância difícil.

"A minha mãe me pariu em dependência de empregada. Quando a bolsa estourou os patrões tinham saído pra jantar. Depois fui criado no chiqueirinho da lavanderia. O patrão dela me amava, me colocava no colo, contava histórias. E quando a patroa não estava em casa, ele passava o dia brincando comigo. Até o dia que a esposa dele me viu chamando ele de pai", contou Zaquieu. Chocada, Filó perguntou o que aconteceu, e o ex-mordomo disparou:

"O que acontece quando uma mulher pobre nordestina incomoda a patroa? Ela foi mandada para o olho da rua, sem eira nem beira, difamada pelos quatro cantos do RJ e não conseguiu mais emprego. Fomos pulando de casa em casa, até que ela não aguentou mais e foi embora para a terrinha dela. Ela não conseguiu me levar, e me deixou aos cuidados da última patroa. E aqui estamos novamente", contou ele, em meio às lágrimas.

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