Roger Waters vai cantar em live do Dia do Trabalho, que terá Lula, FHC e Ciro

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 19.10.2018: Retrato do cantor inglês Roger Waters, ex-líder da banda de rock Pink Floyd. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Roger Waters é mais um nome confirmado na tradicional comemoração brasileira do Dia do Trabalho, em 1º de maio. O músico britânico, ex-vocalista e baixista do Pink Floyd, terá um vídeo exibido na live, que está marcada para começar às 11h30 de sexta (1º).

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Waters aparecerá no ato ao lado de nomes como os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entre outros. A live é organizada pelas principais centrais sindicais brasileiras - CUT, Força Sindical, UGT, CSB, CTB, CGTB, NCST, Intersindical e A Publica, com o apoio da Frente Brasil Popular.

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A participação de Waters acontece através de um vídeo enviado pelo músico, no mesmo esquema das outras atrações musicais do evento virtual. O britânico vai aparecer cantando "We Shall Overcome", música tradicional americana que marcou a luta pelos direitos civis no século passado.

Além de Waters, a live de 1º de maio contará com vídeos de cerca de 30 artistas. Entre eles estão Chico César, Zélia Duncan, Fernanda Takai, Toninho Geraes, Otto, Odair José, Leci Brandão, Marcelo Jeneci, Francis e Olivia Hime e o ex-Titãs Paulo Miklos. Chico Buarque enviará uma mensagem. Os atores Fábio Assunção, Gregorio Duvivier e Osmar Prado também falarão na live.

Militante, Waters vem fazendo críticas contundentes a governos de direita e extrema-direita ao redor do mundo --inclusive o brasileiro. Recentemente, ele publicou nas redes sociais um cover da música "The Right to Live in Peace" / "El Derecho de Vivir en Paz", composta pelo músico chileno Víctor Jara em 1971.

Na versão, que exalta os protestos de 2019 no Chile, Waters mudou versos para falar de países como o Brasil. "Então tome cuidado Bolsonaro, Guido, Modi e Trump / Os cacerolazo [panelaço] são mais altos que todos vocês / Está batendo no coração das pessoas / E a mensagem é perfeitamente clara / Nossa Terra mãe nunca estará à venda", ele cantou.

Em 2018, em vários shows de sua turnê pelo Brasil, Waters fez protestos contra o então candidato Jair Bolsonaro, e exaltou a vereadora Marielle Franco. Ele também chegou a entrar com um pedido na Justiça para conhecer o ex-presidente Lula na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde ele estava preso.

Na época, durante as eleições presidenciais, o músico associou o nome de Bolsonaro ao "novo fascismo" nos telões de seus shows e chegou a exibir #elenão. A campanha do agora presidente chegou a entrar com uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a chapa de seu adversário, Fernando Haddad (PT), por suposto abuso de poder econômico praticado nos shows do cantor.

Batizado de "Saúde, emprego e renda. Em defesa da Democracia. Um novo mundo é possível", o ato será transmitido das 11h30 às 15h30 e também terá participações da ex-ministra Marina Silva, do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), e do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, além do governador do Rio Grande do Sul, o tucano Eduardo Leite, entre outros.