Roger Waters, acusado de defender Rússia e Putin, tem shows cancelados na Polônia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Shows de Roger Waters que aconteceriam em abril do ano que vem na Polônia foram cancelados após opinião polêmica do artista em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia. No começo de setembro, ele havia sugerido em carta aberta à Olena Zeleska, primeira-dama ucraniana, que os conflitos ocorriam por causa do "nacionalismo extremista".

O posicionamento do ex-baixista do Pink FLoyd gerou série de críticas nas redes sociais, inclusive de um vereador polonês, Lukasz Wantuch, que o chamou de "defensor de Putin".

No último sábado, a imprensa internacional noticiou que o cantor havia cancelado os shows no país. Mais tarde, em post nas redes sociais endereçado ao polonês Gazeta Krakowska e ao The Guardian, Waters disse que a decisão não foi dele e partiu de um boicote promovido por Wantuch. Organizadora das apresentações, a Live Nation não divulgou o motivo do cancelamento.

Essa não é a primeira vez que Waters se posiciona em relação a conflitos internacionais. Em 2020, um ano após os protestos no Chile, o cantor havia publicado cover de "The Right to Live in Peace", ou "El Derecho de Vivir en Paz", exaltando as manifestações do país e criticando presidentes como Bolsonaro e Trump.

Em outubro de 2018, quando Jair Bolsonaro, do PL, ainda era candidato à Presidência, o ex-Pink Floyd já havia protestado, atrelando seu nome ao fascismo, durante show em São Paulo. Mais recentemente, em agosto deste ano, Waters exibiu uma imagem de Marielle Franco durante show de sua turnê "This Is Not a Drill" e criticou as forças policiais brasileiras.