Maia rebate Guedes e diz que só reformas não bastam para conter crise

Foto: AP Photo/Eraldo Peres

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rebateu nesta segunda-feira (9) o ministro Paulo Guedes (Economia) e afirmou que apenas as reformas não bastam para conter a instabilidade econômica que afetou o país em decorrência da crise internacional.

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Maia fez breves declarações ao chegar a um evento de educação em Brasília. Questionado sobre se era hora de acelerar as reformas no país, como defendeu Guedes mais cedo, o presidente da Câmara afirmou que o governo também precisa adotar algumas ações, além das propostas tributária e administrativa.

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"Tem algumas ações que o governo vai ter que tomar, algumas atitudes, e parte delas, parte da solução de médio e longo prazo são as reformas", afirmou. Na sequência, cobrou o envio dos textos ao Congresso.

O governo tem prometido, desde o ano passado, enviar as propostas de reforma tributária e administrativa, mas, até agora, não encaminhou os textos aos congressistas.

"Ainda não chegou nem a administrativa e nem a tributária, e a [Proposta de Emenda à Constituição] emergencial, o governo decidiu encaminhar uma pelo Senado e não utilizar a do deputado Pedro Paulo, que estava pronta desde 2017, 2018", criticou.

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"Nós estamos prontos para ajudar, como colaboramos no ano passado com toda agenda de reformas, acho que elas ajudam, mas certamente não são o único ponto para solucionar os danos da crise".

Maia também voltou a pedir mais diálogo do governo com o Legislativo e o Judiciário e afirmou que cabe ao Executivo deixar claro como os outros dois poderes podem auxiliar no processo de retomada de crescimento.

No domingo (8), o presidente da Câmara já havia defendido diálogo das lideranças do país para conter as consequências da crise internacional sobre o Brasil.

A forte instabilidade econômica mundial reflete o aumento da aversão a risco provocada pela disseminação global do covid-19, como é chamado o novo coronavírus, e também pela disputa entre Arábia Saudita e Rússia por causa dos preços do petróleo.

No Brasil, a Bolsa acionou o mecanismo de circuit breaker, que interrompe as negociações quando o índice Ibovespa cai mais de 10%.

*** Por Danielle Brant e Paulo Saldaña, da Folhapress