Coronavírus: Pressão para afrouxar isolamento social é ato "quase criminoso", diz Maia

Foto: Andressa Anholete/Getty Images

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, classificou a pressão para a retomada da economia durante um dos momentos mais trágicos da pandemia do novo coronavírus é um ato “quase criminoso”. O Brasil, de acordo com o último balanço oficial divulgado pelo Ministério da Saúde, já ultrapassou a marca de 9 mil portos pela Covid-19, com mais de 135 mil casos confirmados.

"O que a gente não pode é o setor produtivo muitas vezes – claro, eu entendo a preocupação – acabar gerando uma pressão que vai gerar um aumento maior do número de mortes no Brasil. Isso não é correto, é quase criminoso”, disse Rodrigo Maia, em entrevista à GloboNews, na noite desta quinta-feira (07).

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Horas antes da entrevista de Maia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi ao Supremo Tribunal Federal junto a um grupo de empresários para defender, diante do ministro Dias Toffoli, presidente do órgão, a reabertura da economia que, segundo o próprio Bolsonaro, se justificaria pelo aumento do desemprego.

O isolamento social é a principal medida defendida por autoridades da área e pela Organização Mundial de Saúde para conter o avanço da pandemia. Maia disse esperar que governantes não aceitem pressões do empresariado.

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“Eu prefiro aquele [governante] que tome a decisão de forma racional e que não aceite pressões de nenhum setor. Então, uma decisão de flexibilização que não estiver relacionada à pressão de algum setor da economia, mas da decisão técnica-científica”, disse o presidente da Câmara, que classificou a ida de Bolsonaro ao STF com uma “sinalização equivocada” à sociedade brasileira.

Para o deputado, Bolsonaro deveria estar próximo de Nelson Teich, ministro da Saúde, ao invés de estar caminhado ao lado de empresários.

"O ministro já mostra a sua preocupação, porque é um quadro da área [da saúde], da necessidade de, em muitas áreas, a gente ter uma situação mais radical do isolamento", afirmou.

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