Rodrigo Bocardi lamenta interdições das rodovias após a derrota de Bolsonaro

*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO-SP, BRASIL, 19-08-2022 - ANIVERSÁRIO FERNANDO JOSÉ DA COSTA - Jornalista Rodrigo Bocardi. 100 anos juntos somos uma festa: festa de Aniversário de Fernando José da Costa (Secretário de Justiça) e da esposa Cristiane Zanetti da Costa, no Villagio JK. (Foto: Ronny Santos/Folhapress)
*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO-SP, BRASIL, 19-08-2022 - ANIVERSÁRIO FERNANDO JOSÉ DA COSTA - Jornalista Rodrigo Bocardi. 100 anos juntos somos uma festa: festa de Aniversário de Fernando José da Costa (Secretário de Justiça) e da esposa Cristiane Zanetti da Costa, no Villagio JK. (Foto: Ronny Santos/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - As manifestações nas vias feitas por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) entraram no seu terceiro dia desde que saiu o resultado das urnas com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (30). De acordo com o último balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado na manhã desta quarta-feira (2) às 6h30, 167 rodovias brasileiras continuam interditadas ou bloqueadas. O apresentador do Bom dia São Paulo, Rodrigo Bocardi, opinou sobre os protestos após a veiculação de uma matéria mostrando a situação em todo país: "É o choro do perdedor", disse o jornalista.

Bocardi foi incisivo ao cobrar das autoridades ações para liberar as vias. "Ontem, a gente viu... Não tinha nenhuma ação. Só depois de uma reunião, de uma coletiva e tal que começou uma ação. E uma ação que tem que continuar. Tem que continuar o trabalho de desmobilização e de liberação das rodovias", comentou o âncora para a colega de telejornal Cinthia Toledo.

Irritado, o apresentador continuou: "Ontem o presidente Jair Bolsonaro já disse, fez aquele pronunciamento curto, dizendo ali de alguma forma que não concorda com esses atos. Não foi enfático, mas disse que não concorda. Ele também autorizou a transição de governo, que, no entendimento do Supremo Tribunal Federal, é um reconhecimento da derrota", explicou o jornalista que ainda disse não entender os protestos: "Essas pessoas bloqueando essas estradas, e elas estavam reclamando de que? É o choro do perdedor. Lamentamos".

Rodrigo Bocardi ressaltou que vencer ou perder nas urnas faz parte da democracia. "Fui lá e votei, meu candidato não ganhou, lamento. Reconheço a derrota, vou fiscalizar esse próximo governo, ajudar a construir uma sociedade melhor e, depois daqui quatro anos, eu voto de novo e tento fazer com que meu candidato ganhe. Não dá para você interditar a vida de todo mundo por causa de um lamento de derrota, por não ser capaz de reconhecer uma derrota. "A gente chora a derrota, mas vamos chorar sem atrapalhar a vida do próximo", desabafou.