Rock in Rio vira bailão com orquestra, mais de 90 funks em uma hora e um pouco de Ludmilla

JÚLIA BARBON
RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 05-10-2019: Show de Funk Orquestra com Ludimilla, Fernanda Abreu e Buchecha, no palco Sunset, durante o terceiro dia do segundo final de semana do festival Rock in Rio, no Parque Olímpido, na zona oeste do Rio de Janeiro. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Rock in Rio virou um grande baile funk no primeiro show deste sábado (5), mas com uma diferença: uma orquestra. Foram mais de 90 músicas remixadas dentro de nove medleys em uma hora, parte gravada e parte cantada por Buchecha e Fernanda Abreu. Ludmilla entrou nos cinco minutos finais.

Kevinho, também escalado para cantar em um dos medleys, cancelou sua ida porque pegou uma intoxicação alimentar, segundo a organização do evento. 

A Funk Orquestra, que foi criada neste ano e se diz a primeira do gênero do mundo, com 22 jovens, entrou tocando harmonicamente "Rap da Felicidade", com o famoso refrão "Eu só quero é ser feliz e andar tranquilamente na favela onde nasci". 

Foram comandados pela dupla de DJs, produtores e arranjadores 2FAb (Tabach e Phabyo DJ) e misturaram arranjos de cordas, madeiras e metais com beats eletrônicos do funk.

Buchecha apareceu logo em seguida emendando "Rap do Silva" e "Endereço dos Bailes" e ganhou a companhia de Fernanda Abreu, vestida de macacão de couro, nos 20 minutos seguintes. Apesar de ter escorregado em algumas partes das letras, a dupla no geral seguiu coordenada.

Eles contaram a história dos 30 anos de funk cronologicamente e homenagearam MC Sapão, que participaria do festival pela primeira vez neste ano mas morreu em abril. Escolheram hits como "Tranquilão", "Diretoria" e "Eu Vou Desafiar Você".

Passaram ainda um áudio de WhatsApp que ele havia enviado a Roberto Medina, organizador do Rock in Rio, agradecendo o convite. O MC faleceu 40 anos, após nove dias internado na UTI com um grave quadro de pneumonia e insuficiência cardíaca.

A maior parte do show na tarde desta sexta (5), porém, foi apenas com as músicas gravadas e acompanhadas pela orquestra, sempre dançante. O público, que cantava alto todos refrões (a única parte das músicas que cabia no curto tempo), desanimou um pouco sem os cantores, mas seguiu dançando até a aparição de Ludmilla. 

Ela só entrou nos últimos 5 minutos,  cantando "Favela Chegou" e "Din Din Din". Pareceu se sentir tonta no meio de "Onda Diferente", mas continuou se apresentando e, ao fim, disse "Caraca, tô loucona". Saiu em seguida e não participou da música final.

Essa ficou a cargo de Cidinho e Doca, uns dos precursores do funk, que apareceram de surpresa retomando "Rap da Felicidade".

Passarão ainda pelo palco Sunset neste sábado Projota, Vitão e Giulia Be; Anavitória e Saulo; e por último o americano Charlie Puth.