Rock in Rio: conheça a trajetória do Slayer, banda que vai “pendurar as guitarras” em 2019

Slayer redefiniu os limites do rock pesado (Foto por: Mark Horton/Getty Images)

Pouco antes de o Slayer soltar ‘Show no Mercy’ e sua capa horrorosa nas lojas de discos dos EUA no final de 1983, o mundo do rock pesado fora invadido pela New Wave of British Heavy Metal, capitaneada pelo Iron Maiden, e pelo Black Metal, representado pelo Venom. Os dois estilos caracterizados pela velocidade e pela brutalidade, respectivamente, estavam na mira do Slayer, formado em 1981. A banda combinou os dois para lançar, ao lado de Metallica, Anthrax e Megadeth, as bases do thrash metal.

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Siga a gente!

Após 38 anos de carreira, a banda encerra suas atividades com uma turnê mundial que inclui dois shows no Brasil - em São Paulo no dia 02 de outubro e no Rock in Rio 2019 dois dias depois - e duas apresentações no Chile, terra natal do vocalista Tom Araya. Após mais alguns shows nos EUA até o final de novembro, o Slayer chega ao seu final.

Pegada satanista e Josef Mengele

Diferentemente de seus colegas da Bay Area californiana (Metallica e Megadeth) e dos “intrusos” de Nova York (Anthrax) - o Big Four do thrash metal - o Slayer adotou uma temática satanista para embalar os temas abordados nas letras - morte, guerra, violência, psicopatia - levando o ouvinte a embarcar em uma viagem sem escalas ao inferno da alma humana. Uma espécie de autópsia de mundo podre e doentio.

A faixa que abre ‘Reign in Blood’, lançado em 1986 álbum de maior sucesso do Slayer, é um bom exemplo. Após uma introdução com um berro assustador do vocalista Tom Araya, ‘Angel of Death’ narra com detalhes as bizarras experiências científicas conduzidas pelo físico nazista Josef Mengele no campo de concentração de Auschwitz… em primeira pessoa.

Leia também:

Troca-troca de integrantes

Críticas por “pegar pesado”, seja nas letras ou nas capas dos discos, foram uma constante na carreira do Slayer. As trocas de integrantes, nem tanto. O vocalista/baixista Tom Araya e o guitarrista Kerry King estão na banda desde o início; o baterista Dave Lombardo saiu no início dos anos 1990, foi substituído por Paul Bostaph até 2001, voltou e ficou até 2013, com Paul Bostaph novamente assumindo seu lugar; já o guitarrista Jeff Hanneman ficou oficialmente na banda até sua morte em 2013 - mas já não excursionava com a banda desde 2011, substituído por Gary Holt (Exodus).

Avessos a videoclipes - foram apenas 14, todos lançados de 1990 em diante e três deles de singles do último disco, ‘Repentless’ (2015) - o Slayer sempre deixou a música falar por eles e pelas desgraças do mundo em quase quatro décadas de carreira, conquistando milhões de fãs devotados ao redor do mundo. Uma relação que nem a morte - ou o fim da banda - deverá separar.

O Slayer e o 11 de setembro

O nono álbum de estúdio do Slayer, ‘God Hates Us All’ seria lançado em 10 de julho de 2001, mas precisou ser adiado por problemas na mixagem, polêmica com a capa (uma bíblia “sangrando” com um pentagrama formado por pregos) e mudança de distribuidora. A nova data acabou coincidindo com os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, rendendo mais uma polêmica (e publicidade) para o Slayer.

14 anos depois, em 2015, o 11 de setembro foi a data escolhida pelo Slayer para lançar, Repentless, que viria a ser o último disco de estúdio da banda. Confira a seguir a “trilogia” de clipes deste álbum.

‘Repentless’

‘You Against You’

‘Pride in Prejudice’