Rock In Rio: bandas que vieram ao festival no auge de suas carreiras

Queen é um dos grandes nomes que já tocou na cidade do rock (Getty Images/AP Photo/AN)

Toda vez que algum artista ou banda veterana vem tocar no Brasil - tanto em grandes festivais como o Rock In Rio quanto em shows próprios - sempre aparece alguém para dizer que a boa fase já passou, que já não produzem grande coisa ou que era boa nos primeiros discos. Mas o Rock In Rio sempre traz artistas que vivem o auge na carreira, como o rapper Drake, que se apresenta em 2019. Relembre alguns deles:

Iron Maiden veio na primeira edição, em 1985

Dona de alguns dos fãs mais fiéis do rock, a banda inglesa vem ao Rock in Rio pela quarta vez, após shows nas edições de 1985, 2001 e 2013. A primeira delas é considerada um marco na história da banda, segundo seus integrantes. Não é para menos: diante de 350 mil pessoas, tocaram clássicos de 4 dos 5 primeiros discos, incluindo o então mais recente, ‘Powerslave’ (1984), considerado por muitos a obra-prima do Iron Maiden. A passagem de 2001 também merece ser citada, já que virou o DVD e CD ao Vivo ‘Rock In Rio’.

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Queen contagiou o público em 1985

Passados 12 anos do primeiro disco, Freddie Mercury & Cia poderiam entrar nas bandas descritas na abertura do texto se não fossem… o Queen. Em um show que o próprio quarteto colocou no Top 5 de suas carreiras, Freddie Mercury contagiou o público com técnica, carisma e emoção, a ponto de transformar uma de suas canções menos badaladas, ‘Love of My Life’, em um dos momentos inesquecíveis não só do Rock In Rio 1985 mas de toda a história da música.

Guns n’ Roses fez show memorável em 1991

Na virada dos anos 80 para os 90, ninguém batia o Guns n’ Roses em popularidade. Na esteira do sucesso de ‘Appetite for Destruction’ (1987) e ‘Lies’ (1988), os “bad boys” comandados por Axl Rose e Slash se preparavam para gravar ‘Use Your Illusion’ I e II, lançados meses depois do Rock In Rio 1991. Ou seja, além de hits dos primeiros discos, o Guns tocou músicas que ainda seriam lançadas. E arrasaram. Voltaram na edição seguinte, em 2001, com apenas Axl Rose e o tecladista Dizzy Reed dos membros clássicos, em 2011 (prejudicados pela chuva e pelo atraso de 1h30min) e em 2017, com o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan, mas sem o mesmo impacto.

R.E.M. tocou para o maior público de sua história em 2001

Os fãs cantaram junto e emocionaram na apresentação da banda (AP Photo/Dario Lopez-Mills)

‘Losing My Religion’, a “Satisfaction” do R.E.M. já tinha 10 anos na época do Rock in Rio 2001. O próprio R.E.M. já tinha pouco mais de duas décadas de formação, mas ainda com muita lenha para queimar. E a primeira vez de Michael Stipe & Cia em terras brasileiras emocionou o próprio vocalista, que conversou em português sem “sotaque de gringo” com um público de 250 mil pessoas (o maior da história da banda), bebeu caipirinha no palco e soltou a voz em 19 canções que culminaram com ‘It’s the End of the World as We Know It’. Apoteótico.

Campeão de popularidade e da NBA

O sucesso do rapper Drake vai além da música e se estende ao lado torcedor e dirigente esportivo. Após ser um dos destaques - fora da quadra - do time de sua cidade, o Toronto Raptors, na campanha vitoriosa da temporada 2018-19 da NBA, Drake se apresentará no Rock in Rio 2019 feliz da vida - e com um repertório recheado de hits que o público deve acompanhar com as letras na ponta da língua.