Salles nega ter chamado Maia de "nhonho" e alega que "alguém se utilizou indevidamente” de sua conta em rede social

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Foto: AP Photo/Jon Elswick
Foto: AP Photo/Jon Elswick

Uma postagem no twitter do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chamando de “Nhonho” o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), gerou muitas críticas a um dos mais contestados integrantes do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) na noite desta quarta-feira (28). Horas depois, já na manhã de quinta-feira (29), Salles negou a autoria da mensagem e alegou “que alguém se utilizou indevidamente” de sua conta.

“Fui avisado há pouco que alguém se utilizou indevidamente da minha conta no Twitter para publicar comentário junto a conta do Pres. da Câmara dos Deputados, com quem, apesar de diferenças de opinião sempre mantive relação cordial", escreveu o ministro do Meio Ambiente. Momentos depois, a conta do ministro saiu do ar e segue assim até a última atualização dessa reportagem.

A mensagem que criou polêmica continha apenas uma palavra e era em resposta direita a uma crítica de Maia a Salles de alguns dias atrás. O presidente da Câmara escreveu:

"O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo", escreveu Maia, em post publicado no sábado.

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Quatro dias depois, veio a resposta irônica de Salles. "Nhonho". O termo é uma referência ao personagem da série mexicana "Chaves", interpretado pelo ator Édgar Vivar.

Há poucos dias, Salles já havia causado uma grande confusão no governo ao dizer publicamente, também em rede social, que o ministro-chefe da secretaria de governo da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, adotava uma postura de “Maria Fofoca", fato que desagradou a ala militar do governo Bolsonaro.

A crítica a Ramos foi depois e o Globo dizer que Salles estava "esticando a corda com ala militar do governo" e "testando a blindagem" com o presidente ao suspender as ações de combate a incêndios por falta de recursos, em meio à grave crise vivida pelos biomas brasileiros.