Ricardo Pereira diz que história de amor sofrida de Clotilde e Almeida deve ter final feliz

KARINA MATIAS
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL 18.09.2019 - Ricardo Pereira (ator). Cerimônia de premiação dos Profissionais do Ano 2019, no Arca. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ator Ricardo Pereira, que interpreta Almeida em "Éramos Seis" (Globo), diz que torce para seu personagem ficar com Clotilde (Simone Spoladore) --mais do que isso, ele afirma acreditar que é mesmo este o destino que a autora Angela Chaves reserva para o casal.

 "Eu desejo muito [que eles fiquem juntos]", disse Pereira. "Nesta semana, chegaram capítulos novos, comecei a ler umas coisas que me deram uma entusiasmada grande [de um final feliz para eles]", completou ele. 

O casal terminou junto já na versão de 1994, do SBT, quando era interpretado por Jussara Freire e Paulo Figueiredo. Já no livro "Éramos Seis", de Maria José Dupré e que inspira a novela, o personagem de Almeida não existe. 

Ricardo Pereira afirma que é constantemente abordado pelo público para falar sobre a novela. No geral, ele diz, os pedidos são para que Almeida assuma Clotilde. Ao mesmo tempo, ele conta que as pessoas conseguem entender as dificuldades que os mantêm separados. 

Em um primeiro momento, é ela que rejeita o seu grande amor, porque ele é desquitado, algo muito mal visto na sociedade nos anos 1920. Anos depois, é Almeida quem precisa deixar Clotilde para conseguir ter a guarda dos filhos. Ele não sabe, mas ela está grávida, desesperada e vai esconder a gestação. 

"Eu acho muito bonito que as pessoas que assistem entenderam os personagens e entenderam os personagens dentro da época em que vivem. E isso é fundamental para compreender a história e para compreender o porquê eles ainda não estão juntos, porque vai rolar estar junto, ah não tenha dúvidas."

Para o ator português, o casal representa a "verdadeira história de amor, muito sofrida", e que toca e emociona o telespectador. Pereira também relata que muitas pessoas comentam com ele sobre a forma poética com que Clotilde e Almeida se relacionam.

"Muita gente vem me dizer como eles falam tanto olhando um para o outro, sem abrir a boca [...] Acho que eles não têm como ficar separados. E o feedback que recebemos é que é um casal muito querido, que o público ama e torce", reforça. 

Pereira conta que quis ler o livro e ver as outras versões televisivas da trama, que está em sua quinta adaptação para a TV. "Para mim foi muito importante e inspirador", diz. 

Na visão dele, a responsabilidade de fazer "Éramos Seis" é maior por ser uma história tão conhecida. Por outro lado, afirma, há também um carinho e um reconhecimento do público que já gostava do enredo. 

Nos próximos capítulos, quando Carlos (Danilo Mesquita) é baleado em uma manifestação e levado ao hospital, é Almeida o primeiro a saber do ocorrido e o responsável por avisar a família de Lola (Gloria Pires). "É de novo uma aproximação de Almeida com a Clotilde."

Segundo Pereira, desde a morte de Júlio (Antonio Calloni), o seu personagem tem essa preocupação em apoiar e estar próximo dos filhos do amigo. "E, acima de tudo, ele se preocupa muito com a Clotilde e, óbvio, é um pretexto para manter ela debaixo do olho, para saber como ela está."

O ator já avisou que Almeida nem desconfia da gravidez da amada. "Tem muito drama ainda", antecipa.