Ricardo Pereira celebra sucesso do 'casal Clomeida'

CRIS VERONEZ
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL 18.09.2019 Ricardo Pereira (ator). Cerimônia de premiação dos Profissionais do Ano 2019, no Arca. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - No ar como o vendedor de tecidos Almeida, que finalmente terá um final feliz com a amada Clotilde (Simone Spoladore), Ricardo Pereira, 40, comemora o sucesso do "casal Clomeida" entre os fãs de "Éramos Seis", trama das 18h da Globo que acaba na próxima sexta (27).

Nos últimos capítulos da trama, Clotilde (Simone Spoladore) tomou coragem e contou para Almeida que ele é pai do pequeno Chiquinho, fruto da única transa que teve com ela, quando o vendedor ainda estava casado com Natália (Marcela Jacobina). Para não ser uma mãe solteira do início do século 20, ela resolveu entregar a criança aos cuidados da irmã Olga (Maria Eduarda de Carvalho) e do cunhado Zeca.

"Quando Almeida soube da paternidade de Chiquinho, ele teve um papo muito bacana com o Zeca. São dois homens se colocando em um lugar bem diferente, sem aquela dureza do homem, que, principalmente nessa época, era mais reservado e bruto em suas emoções", afirma Pereira.

"Eles estão ali sem escudo, falando um com o outro, sentados no alpendre. É uma cena muito bonita. Retratamos um momento delicado e difícil, porque a família para quem a Clotilde deu o filho teve que abrir mão dele", complementa.

Na última quinta (19), Clotilde vibrou quando Almeida mostrou as passagens para o Uruguai. Eles recebem ajuda do namorado de Isabel (Giullia Buscacio), o advogado Felício (Paulo Rocha), para se casarem no país, cerimônia prevista para acontecer no capítulo deste sábado (21). Na época, o país vizinho já permitia o casamento de divorciados.

Pereira, que estreou na Globo em 2004, como protagonizando da novela "Como Uma Onda", diz que se surpreendeu como a atual novela das 18h tocou o público. "Quantas pessoas deixaram grandes amores porque a vida os obrigou a ir por outro caminho? Isso é fato! Acho que as pessoas se identificam com essa questão, com essa impossibilidade (...) ."

"Sabíamos que era uma história forte e sofrida de amor, mas foi impactante demais. Depois de tantas novelas feitas, você sentir o público diferente na rua... Foi uma novela que tocou as pessoas de um jeito especial", diz o ator português.

"FOI EMOCIONANTE"

Essa é a mesma opinião de Simone Spoladore, 40, que conta ter recebido feedback não apenas do público feminino, mas também do masculino. "Homens que deixaram de viver amores em suas vida vinham falar isso para mim no mercado, por exemplo. Eu via que estavam emocionados com a Clotilde e que deixaram de viver histórias por algo que aconteceu, pela opinião de alguém, por algum motivo."

"Isso foi emocionante e surpreendente para mim. Não imaginei que a história da personagem fosse chegar perto das pessoas desse jeito", diz Spoladore, que eflete sobre os dramas de Clotilde. "Acho que a mente dela estava paralisada em ideias fixas e quando ela se abre para o amor, quase enlouquece. Clotilde, na verdade, tem muito medo de se entregar para vida, para o amor, para o desconhecido."

"A gente tem isso de querer manter controle sobre as coisas, né? E você acaba paralisando sua vida. Mas aí vem uma pessoa, um irmão que fica doente, uma mãe, um acontecimento e você tem que rever a sua vida, porque ela está se movendo o tempo todo", acrescenta.

Depois de uma fase mais amargurada da personagem, ela finalmente se permitirá viver ao lado de Almeida e estará disposta a enfrentar preconceitos sociais da época. "Clotilde já sofreu tanto... Quanto ela tem o filho sozinha, ela transcende. Enfrenta o mistério da vida. Depois daquilo, acho que ela nunca mais será a mesma. Quando você passa por uma dor muito profunda e descobre que aquilo te fortalece, você muda. Ela vai descobrindo isso. Clotilde mudou. É outra pessoa e vai surpreender até mesmo o próprio Almeida."

DESCANSO

Com o término das gravações de "Éramos Seis" (Globo), Ricardo Pereira diz que vai se desligar um pouco do trabalho, dormir bem e voltar a ler seus livros.

"Levanto às cinco horas da manhã para correr, por causa do calor. Depois do almoço me dá bastante sono, porque já estou acordado há muito tempo. Mas preciso levantar cedo porque além de o clima estar melhor para correr, tenho as crianças", afirma o ator, que é casado com Francisca Pinto e pai de Vicente, 8, Francisca, 6, e Julieta 2.

"Quando chego em casa, quero estar com eles. Fazer os deveres de casa com o Vicente, ler para a minha filha mais nova. A outra está sempre pendurada em mim também", conta o pai coruja, que procura manter uma rotina bem regrada. Ele relata que corre três vezes por semana uma distância que varia entre 15 e 18 quilômetros e reserva dois dias para a musculação.