Repórter Manoel Soares, da Globo, comenta ataque racista: "O que passa na cabeça dessa pessoa?"

O repórter Manoel Soares. Foto: reprodução/Instagram/soumanoelsoares

O repórter Manoel Soares, do programa “É de Casa”, comentou neste sábado (9) o ato racista que sofreu nas redes sociais. Na ocasião, o jornalista foi ofendido por usar máscara e comparado a um assaltante. Ele lamentou a atitude do autor do comentário e informou que a Globo já tomou as atitudes necessárias na Justiça.

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“Esse preto de máscara. Assalto?”, dizia o comentário feito na internet.

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Comentário racista contra o repórter Manoel Soares foi feito na internet. Foto: reprodução/TV Globo

No programa, Manoel comentou que não é a primeira vez que passa por esse tipo de situação, classificada por ele como “desconfortável”. “Eu confesso que fico pensando o que passa na cabeça da pessoa que faz uma coisa dessa? Eu não entendi. Assaltante por quê? Quais são as características que me apresentam como assaltante só pelo fato de estar usando uma máscara?”, questionou.

O repórter explicou que o ataque atingiu também sua família. “O dano maior para mim e qualquer pessoa que vive isso acaba sendo em casa. Como foi em uma rede social aberta, repercutiu muito e eu tive que explicar para os meus filhos. Quando cheguei em casa, os mais velhos, que já entendiam, estavam chateados e até meio revoltados, e você tem que conversar com eles”, contou.

Em seguida, ele pontuou que outros profissionais como ele enfrentam o preconceito diariamente. “Uma coisa é importante, sendo comigo, que sou uma pessoa relativamente pública, isso acontece com o motorista de aplicativo, com o motoboy, com o gari. Em hipótese nenhuma isso pode tirar o brilho do nosso trabalho. Isso não me define, não são as atitudes do preconceituoso, são as minhas atitudes”, defendeu.

Além do desabafo, Manoel também entrevistou um advogado, que deu orientações ao público sobre como agir em caso de racismo. A dica foi reunir provas e também testemunhas para corroborar a denúncia. “Por mais que sejamos altruístas, não somos otários. Precisamos saber quais medidas podem ser tomadas”, afirmou o repórter.