Renan diz que Janot causa asco e pede à OAB que o impeça de advogar

Redação Notícias
Senate leader Renan Calheiros speaks during a press conference at the National Congress, in Brasilia, Brazil, Tuesday, Dec. 6, 2016. A Brazilian Supreme Court justice on Monday ordered the Senate leader and a key ally of the president removed from his post because he is being investigated for corruption. In a shocking move on Tuesday, Calheiros refused to step down until the full Supreme Court ruled, calling it a “monarchic decision.” (AP Photo/Eraldo Peres)
Calheiros diz que a confissão de Janot “não causa apenas perplexidade: causa asco". (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Após revelação de que Janot planejou assassinar o ministro Gilmar Mendes, do STF, o senador Renan Calheiros pediu que a OAB o impeça de advogar

  • Calheiros diz que a confissão de Janot “não causa apenas perplexidade: causa asco"

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) pediu ao Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) a exclusão e o cancelamento da inscrição do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

No requerimento, Calheiros diz que a confissão de Janot de ter planejado o assassinato do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) "não causa apenas perplexidade: causa asco".

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"Os fatos", de acordo com o senador, "demonstram desonra à atividade profissional dos advogados de maneira acachapante".

No livro "Nada Menos que Tudo" (editora Planeta), escrito com a colaboração dos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin, Janot diz que foi armado ao STF em maio de 2017.

"Num dos momentos de dor aguda, de ira cega, botei uma pistola carregada na cintura e por muito pouco não descarreguei na cabeça de uma autoridade de língua ferina que, em meio àquela algaravia orquestrada pelos investigados, resolvera fazer graça com minha filha", narra Janot no livro.

Renan Calheiros encerra o requerimento afirmando que "no caso de não acolhimento do pleito", "requer-se" que o órgão "aplique as sanções que entender cabíveis".