"Relaxe, Donald", ironiza Greta Thunberg em resposta a reações de Trump sobre eleição dos EUA

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Ativista do clima Greta Thunberg durante protesto no exterior do Conselho Europeu, em Bruxelas
Ativista do clima Greta Thunberg durante protesto no exterior do Conselho Europeu, em Bruxelas

ESTOCOLMO (Reuters) - A ativista sueca do clima Greta Thunberg respondeu a Donald Trump no Twitter na noite de quinta-feira dizendo que o presidente dos Estados Unidos deveria "relaxar" com a eleição, uma réplica a um tuíte do líder norte-americano, no ano passado, que zombava da adolescente sobre o que ele chamou de problemas de controle da raiva.

Comentando sobre o tuíte "PARE A CONTAGEM!", feito por Trump na quinta-feira, enquanto a corrida eleitoral nos EUA ficava acirrada, Thunberg tuitou: "Tão ridículo. Donald deve resolver seu problema de controle da raiva e depois assistir a um bom filme à moda antiga com um amigo! Relaxe, Donald, fique tranquilo!"

A publicação feita pela ativista foi curtida 1,2 milhão de vezes até agora e retuitada ao menos 266.000 vezes.

Depois que Thunberg foi eleita a Personalidade do Ano pela revista Time, em 2019, Trump foi ao Twitter e zombou da jovem de 17 anos com as mesmas palavras, mirando seus apelos apaixonados aos governos para agirem de modo a frear o aquecimento global.

"Tão ridículo. Greta precisa resolver seu problema de controle da raiva e depois assistir a um bom filme à moda antiga com um amigo! Relaxe, Greta, fique tranquila!", escreveu Trump, comentando um tuíte de outra pessoa parabenizando Thunberg pelo prêmio da Time.

À época, Thunberg atualizou sua biografia do Twitter em resposta ao líder, incluindo: "Uma adolescente trabalhando em seu problema de controle da raiva. Atualmente relaxando e assistindo a um bom filme antiquado com uma amiga."

Com suas chances de reeleição diminuindo conforme mais votos são contados em alguns Estados-chave, Trump lançou na quinta-feira um ataque extraordinário ao processo democrático do país durante um pronunciamento na Casa Branca, alegando falsamente que a eleição estava sendo "roubada" dele.

(Por Johannes Hellstrom)