Mal do Século: médica explica as relações entre dor física, ansiedade e depressão

300 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão (Getty Images)

Chamadas de Mal do Século, a ansiedade e a depressão parecem não combinar com as características do brasileiro, conhecido pelo bom humor e criatividade, mas elas não são seletivas e podem atingir qualquer pessoa em algum instante da vida. Aliás, a dor física pode ser provocada pela ansiedade e depressão ou vice-versa, já que conviver com dores crônicas costuma afetar a saúde mental.

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Relação entre depressão, ansiedade e dor física

A médica anestesiologista Alexandra Raffaini afirma que há uma relação entre a depressão, a ansiedade e  a dor física “pode existir porque a região do cérebro que percebe a dor se comunica com a que gera as emoções”. 

Especialista no tratamento da dor no Hospital as Clínicas e Hospital Israelita Albert Einstein, ambos de São Paulo, ela explica que a dor pode se intensificar durante um quadro depressivo, de ansiedade ou mesmo estresse.

O fenômeno acontece, principalmente, quando há dor crônica e persistente por mais de três meses. De acordo com a Dra Alexandra, decorre de um processo de sensibilização no sistema nervoso central.

Tratamento psicológico reduz as chances da dor 

A depressão, a ansiedade e mesmo o estresse são doenças que devem ser encaradas, diagnosticadas e tratadas como tal. Tanto em sua causa quando nos sintomas. “Tratar o desconforto e também os aspectos psicológicos gerados por ele reduz as chances de a dor favorecer as doenças relacionadas”, orienta.

É importante ter o diagnóstico para começar o tratamento (Getty Images)

Quem sofre de depressão, ansiedade, estresse e dor crônica já enfrentou  algum desses processos ou convive com alguém vitimado por eles, sabe que são doenças que prejudicam a qualidade de vida. Limitam, sobretudo, a convivência interpessoal, limitando a vida social, e interferem de forma importante a vida e o desempenho profissional. 

Por tudo isso, nunca subestime a dor, seja ela física ou emocional, sua ou de alguém com quem você convive. Quaisquer sinal de sintoma, principalmente os que se prolongam devem ser investigados. A confirmação diagnóstica nem sempre é fácil, mas felizmente a sociedade tem compreendido melhor essas síndromes e a medicina evoluído em pesquisas. Se não em cura, pode ter controle.