Reitor cotado para o MEC deve ser reunir ainda hoje com Bolsonaro

Cogitado para MEC, Aristides Cimadon está em Brasília e aguarda ser chamado pelo Planalto (Foto: Divulgação/Unioesc)

O reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), nome sugerido por aliados ao governo para assumir o Ministério da Educação, Aristides Cimadon, está em Brasília e deve se reunir ainda hoje com o presidente Jair Bolsonaro.

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Ele entrou na lista de nomes considerados para o MEC após o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, ter recusado o convite para o cargo. Antes mesmo de assumir como ministro, Feder vinha sendo atacado nas redes sociais por aliados do presidente. 

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Cimadon é amigo do senador Jorginho Mello (PL-SC) e também filiado ao PL, partido que integra o chamado Centrão. 

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No fim de semana, Bolsonaro esteve em Santa Catarina para sobrevoar áreas atingidas pelo “ciclone bomba”.

Segundo o site da universidade, Aristides Cimadon possui graduação em Filosofia e Pedagogia, ambas pela Universidade de Passo Fundo (RS), e em Direito, pela Unoesc, e é mestre em Educação, pela PUC-RS, e mestre em Direito, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Tem ainda doutorado em Ciência Jurídica, pela Universidade do Vale do Itajaí.

Além de Cimandon, continuam sendo avaliados por auxiliares do presidente os nomes de Marcus Vinicius Rodrigues, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e de Anderson Correia, reitor do ITA e ex-presidente do Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Em 2017, quando ele já era reitor da instituição, os filhos do presidente Carlos e Eduardo Bolsonaro deram uma palestra na Unoesc sobre “Desarmamento, controle social e ascensão do crime no Brasil”.

Em texto recente, Aristides Cinamon criticou o ensino superior público, ao comentar os desafios da covid-19. Segundo ele, as instituições apresentam “precários resultados, se considerados os recursos públicos consumidos” e a área “precisa ser revista de forma acelerada após a pandemia, apesar das resistências”.