Reino Unido preservará arquivos e escritório de Stephen Hawking

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Com seus livros, Stephen Hawking contribuiu para popularizar a ciência

Os documentos científicos e também pessoais do famoso astrofísico britânico Stephen Hawking, falecido em 2018, serão conservados na biblioteca da Universidade de Cambridge - anunciou a instituição nesta quinta-feira (27).

Além disso, seu escritório será reconstituído no Museu da Ciência de Londres.

Entre as 10.000 páginas de arquivos que poderão ser consultadas em Cambridge, estão cartas que datam de 1944 a 2008, incluindo documentos pessoais, como uma história sobre piratas escrita aos seis anos para seu pai, ou correspondências com presidentes dos Estados Unidos e cientistas renomados.

A biblioteca também manterá um primeiro rascunho de seu livro "Uma Breve História do Tempo", publicado em 1988 e que alcançou um público muito amplo, ou os roteiros de cinema e televisão, incluindo episódios de "Os Simpsons" com seu personagem.

"Isso oferece uma visão extraordinária da evolução da vida científica de Stephen, desde sua infância até sua pesquisa como estudante, do ativista pelos direitos dos deficientes ao cientista de renome mundial com descobertas revolucionárias", disse Jessica Gardner, responsável pela biblioteca da Universidade de Cambridge.

Seu antigo escritório no Departamento de Matemáticas Aplicadas e Física Teórica da Universidade de Cambridge será recriado, fielmente, no Museu da Ciência, localizado no bairro londrino de South Kensington. Alguns itens, como suas cadeiras de rodas sob medida, estarão expostas para o público em 2022.

"Estamos muito satisfeitos que estas duas importantes instituições preservem o trabalho de toda vida do nosso pai para o benefício das gerações futuras e tornem seu legado acessível ao maior número de pessoas possível", disseram seus filhos Lucy, Tim e Robert Hawking, que esperam que sua carreira "continue inspirando gerações de futuros cientistas".

Reconhecido por seus trabalhos sobre o universo, Hawking faleceu em sua casa em Cambridge, em 14 de março de 2018, aos 76 anos.

O astrofísico superou todas as previsões de uma morte prematura após desenvolver uma doença neurodegenerativa paralisante, a esclerose lateral amiotrófica (ELA), ou doença de Charcot, diagnosticada em 1964.

A doença o privou, progressivamente, de sua mobilidade e o confinou a uma cadeira de rodas, quase completamente paralisado e incapaz de falar, salvo através de seu emblemático sintetizador de voz.

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