Regras do futebol que devem mudar nos próximos 20 anos

Será que o impedimento por um cabelo está certo? Foto: Getty Images

A evolução nas regras do futebol existe desde que elas foram criadas, no fim do século 19, e o esporte que viria a ser o mais popular do mundo foi cada vez mais se distanciando do rugby. Todos os anos, os membros da Internacional Board se reúnem para discutir mudanças nas regras do futebol. E sempre, sem exceção, alguma regra muda, nem que seja só um aperfeiçoamento no texto.

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Dada a evolução no jogo nos últimos 20 anos, tentamos prever aqui algumas regras que podem ser mudadas até 2040. E outras que com certeza serão discutidas, mas podem levar mais tempo para adoção ou até mesmo nunca serem mudadas.

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Impedimento

Depois do VAR, muito se discute se um jogador com a ponta do pé à frente do outro está efetivamente ganhando vantagem por estar na posição de impedimento. A tendência é que a regra mude para considerar impedido o jogador que estiver com o corpo inteiro à frente do seu rival.

Mão na bola

A regra foi mudada pelo menos três vezes nos últimos dez anos. A ação de bloqueio, o braço distante do corpo… Será que isso é definitivo para ser pênalti? Não sabemos exatamente para onde caminhará esta regra, se será mais restritiva ou liberal. Porém, do jeito que está, não ficará.

Mais substituições aumentam a intensidade do jogo. Foto: Matthew Ashton - AMA/Getty Images

Substituições

Com certeza esta regra vai mudar em 20 anos. Porém, há várias ideias. A mais simples é simplesmente permitir a quarta substituição, o que provavelmente acontecerá. As mudanças mais elaboradas seriam aumentar para cinco substituições, substituições adicionais ou temporárias em casos de lesões, além de substituições ilimitadas, podendo inclusive os jogadores voltarem a campo, como acontece em outros esportes. Porém, com os jogadores constantemente descansados em campo, o número de gols pode diminuir, algo que a Fifa não quer.

Tempo de jogo: cronômetro vai parar

É uma mudança que a International Board já discute há tempos e nunca aprova. Porém, como a cera se torna cada vez mais insuportável, o cronômetro travar a cada momento de jogo é uma medida simples (ok, nem tão simples assim) que acaba com a parte chata do futebol, além de tirar a responsabilidade dos árbitros nos acréscimos. Para isso, o tempo deveria ser alterado para 30x30, a quantidade ideal de bola rolando que a Fifa deseja, e para que o jogo não ultrapasse duas horas no total. No caso do lance final, a regra seria a da escola: última lance só termina quando a bola sair pela lateral ou pela linha de fundo (com tiro de meta posterior).

VAR será ampliado

Isso não deve demorar 20 anos para acontecer. A simulação, por exemplo, deve entrar no protocolo do VAR. Algo ainda não oficializado, mas já praticado, o árbitro de campo poderá requerer o VAR quando quiser, e não apenas receber informações. Algo que pode demorar mais é o desafio dos técnicos, que poderiam usar um número limitado de vezes a reavaliação de um lance ao árbitro na televisão de campo.

O gol parece grande, mas não com um goleiro de 2,05m. Foto: Getty Images

Pontos que serão discutidos, mas não mudados em 20 anos

Aumentar a medida do gol

É difícil, pois mexeria com todos os campos de futebol do mundo em um equipamento que não é tão barato. Porém, com os goleiros gigantes de hoje, é uma medida que pode aumentar os gols.

Cartão azul/laranja

Um tipo de exclusão temporária, por dez minutos, poderia ser adotada no futebol em caso de segundo amarelo que não foi por falta grave. Ou, simplesmente, qualquer simulação grosseira poderia ser punida assim. Algo que a Fifa já discutiu, mas não levou à frente.

Falta em dois lances por jogo perigoso

Ninguém entende muito bem para que serve. A falta em dois lances para punições com impedimento ou goleiro que fica mais de seis segundos para repor a bola, vá lá, mas difícil explicar o jogo perigoso (quando os jogadores não se tocam) ou obstrução. Estes lances poderiam muito bem ser penalizados como faltas normais (ou pênalti se forem dentro da área).

O capacete de Petr Cech não tem proteção para o nariz. Foto: Etsuo Hara/Getty Images

Capacetes

Os choques de cabeça cada vez mais frequentes são de grande preocupação para médicos e jogadores. Porém, encontrar um modelo ideal de capacete para o futebol é difícil. Deve ser leve, como o modelo de Petr Cech, por exemplo, mas também deveria proteger o nariz, para não termos fraturas ainda mais graves. Difícil mudar em 20 anos.

Lateral com o pé

Diminuir a mão no futebol é algo que a Fifa sinaliza. E o lateral na área é algo real, que já acontece há muito tempo. O lateral com o pé poderia deixar o jogo mais dinâmico, porém o abuso da bola direta na área deixaria o jogo mais feio.

Empate não rende pontos

Considerar o empate como uma derrota aumentaria absurdamente a emoção de uma partida de futebol no fim, que é algo que o torcedor busca. Porém, a longo prazo essa mudança traria uma diminuição das zebras, que fazem do futebol o esporte coletivo mais apaixonante. Podemos imaginar que os times menores seriam obrigados a se abrir também para tentar uma vitória na última parte do jogo. Com a partida mais aberta, os favoritos sempre levam vantagem.

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